OMS reforça importância da amamentação e especialistas apontam erros comuns que dificultam o aleitamento

A amamentação é considerada essencial para a saúde da mãe e do bebê. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o leite materno reúne todos os nutrientes necessários nos primeiros meses de vida e ainda protege contra doenças. A entidade recomenda a amamentação exclusiva até o sexto mês, com manutenção do peito até pelo menos os dois anos, mesmo após a introdução de alimentos complementares.

A prática contribui para evitar a má nutrição infantil, condição que pode comprometer o crescimento e o desenvolvimento cerebral nas fases iniciais da vida. Apesar dos benefícios, o processo nem sempre é simples. Mitos e dificuldades técnicas costumam transformar o período em um desafio para muitas mulheres.

Para ajudar as famílias, a médica Dra. Juliana Ottolia listou os erros mais frequentes e as formas de corrigi-los:

1. Pega correta

Mamar no peito não significa, necessariamente, receber leite. A pega adequada é decisiva para o sucesso do aleitamento e previne dores e rachaduras. O bebê deve abocanhar a aréola, não apenas o bico; lábios voltados para fora, queixo encostado na mama e ausência de barulho de estalo. Qualquer ruído indica necessidade de ajuste.

2. Posição confortável

Não existe uma postura única, mas conforto é regra para mãe e filho. O ideal é sentar-se com as costas apoiadas e os pés elevados em banco ou almofada. O corpo do bebê deve ficar barriga com barriga com o da mãe, cabeça e pescoço alinhados. Segurar a mama em formato de “C” facilita a oferta do leite. Travesseiros específicos podem auxiliar.

3. Hidratação das mamas

Manter a pele bem hidratada evita fissuras. Especialistas recomendam descartar receitas caseiras que podem causar infecções ou queimaduras. O próprio leite materno e pomadas de lanolina 100% pura são indicados para a região.

4. Álcool e nicotina: evitar é a melhor escolha

O consumo de álcool pode alterar a composição do leite por até 12 horas e, a longo prazo, afetar o desenvolvimento cognitivo do bebê. A nicotina reduz a produção de leite e modifica o sabor, afastando a criança do peito.

5. Roupas apertadas atrapalham

Peças justas podem dificultar o fluxo de leite e provocar desconforto. Para lidar com vazamentos sem apertar os seios, a orientação é usar absorventes descartáveis específicos para amamentação.

6. Bicos artificiais apenas em último caso

Mulheres com mamilos planos ou invertidos devem, primeiro, tentar estímulos manuais. O uso prolongado de bicos de silicone pode interferir na respiração, na dentição e até na fala do bebê. Se a utilização for realmente necessária, deve ocorrer sob acompanhamento de um profissional.

Ao adotar essas medidas, mães e bebês tendem a vivenciar um aleitamento mais confortável, fortalecendo o vínculo afetivo e garantindo os benefícios nutricionais recomendados pela OMS.

Com informações de Terra

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