Sete moradores de Ribeira do Pombal são hospitalizados na Bahia com suspeita de intoxicação por metanol

Sete pessoas – cinco mulheres e dois homens – foram internadas nesta segunda-feira (29) em Ribeira do Pombal, norte da Bahia, após apresentarem sintomas compatíveis com intoxicação por metanol.

De acordo com a Polícia Civil baiana, o grupo passou mal depois de consumir bebidas alcoólicas durante uma festa de noivado. Entre os sintomas relatados estão vômito, náusea, tontura, sensação de desmaio, falta de ar e visão embaçada.

Todos deram entrada no Hospital Geral Santa Tereza, no próprio município. Dois pacientes foram transferidos para o Instituto Couto Maia, em Salvador, referência em doenças infecciosas e intoxicações. A Secretaria da Saúde do Estado informou que três dos internados permanecem em estado grave.

A pasta enviou o antídoto específico para metanol, o fomepizol, ao hospital de Ribeira do Pombal para uso caso haja indicação médica. Amostras de sangue dos pacientes foram colhidas e encaminhadas ao Departamento de Polícia Técnica, na capital.

A Delegacia Territorial de Ribeira do Pombal instaurou inquérito para apurar a origem da bebida consumida. Garrafas recolhidas no local da festa serão analisadas no Laboratório Central de Polícia Técnica, em Salvador, e já foram colhidos depoimentos de testemunhas no hospital.

Casos no país

Até 5 de dezembro, o Ministério da Saúde havia contabilizado 73 casos confirmados e 22 mortes por intoxicação com metanol nos estados de São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Mato Grosso.

O metanol é um solvente tóxico utilizado em produtos como anticongelante e limpa-para-brisa. Por ter aparência e sabor semelhantes ao etanol, pode ser confundido com bebidas alcoólicas. A ingestão provoca riscos severos, incluindo cegueira, coma e morte.

Autoridades de saúde recomendam que, diante de sintomas como dor abdominal intensa, tontura e confusão mental após consumo de destilados de origem desconhecida, o atendimento médico seja buscado nas primeiras seis horas, intervalo considerado crítico para evitar complicações.

Em outubro, diante do aumento de ocorrências, o Ministério da Saúde importou 2.500 ampolas de fomepizol, medicamento até então indisponível no país.

Com informações de Folha de S.Paulo

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