A Marinha dos Estados Unidos divulgou, em 30 de dezembro, novas diretrizes de aptidão física que entram em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026. O principal ajuste determina que os militares farão duas Avaliações de Prontidão Física (PFA) por ano, substituindo o modelo atual de um único teste anual.
Ciclos semestrais
Os exames serão aplicados em dois períodos fixos: de 1º de janeiro a 30 de junho e de 1º de julho a 31 de dezembro. Para militares de carreira, pessoal de treinamento e administração da reserva, além de reservistas em serviço ativo por mais de 12 meses, a exigência é de dois testes por ciclo. Profissionais de áreas de combate farão uma avaliação física tradicional e outra de combate.
Reservistas em regime de treinamento ou em ordens inferiores a 12 meses continuarão submetidos a, no mínimo, um teste por ano.
Três reprovações em quatro anos levam ao desligamento
Pelas novas regras, o militar que falhar em três PFAs no intervalo de quatro anos será processado para separação administrativa, mesmo que as reprovações não sejam consecutivas. O limite anterior previa desligamento após duas reprovações seguidas.
Militares com 18 a 20 anos de serviço ativo não terão exceções. Uma vez iniciado o processo de desligamento, o integrante fica impedido de ser promovido, reenlistado, transferido ou avançado até obter aprovação em um novo teste. O comandante poderá autorizar uma PFA especial; se o militar for aprovado, o processo é suspenso.
Se, durante o trâmite de separação, ocorrer outra PFA regular, o militar também poderá realizá-la para tentar permanecer na força.
Processo passa a ser obrigatório
O início do desligamento após as três reprovações deixa de ser facultativo ao comandante e torna-se exigência automática. Resultados de PFAs anteriores serão zerados em 1º de janeiro de 2026, embora alguns programas especiais — como seleções para comissões e funções específicas — ainda possam considerar falhas passadas.
Imagem: Riley Ceder Dec
Avaliação de composição corporal muda
Na etapa inicial do exame de composição corporal, o cálculo da relação cintura-altura passa a ser neutro em relação a sexo. A segunda fase, que mede a composição total de gordura, continua seguindo parâmetros distintos para homens e mulheres.
Militares que não se enquadrarem nos padrões de composição corporal só ficarão isentos se alcançarem pontuação outstanding-low geral e, no mínimo, excellent-medium em força de braços, força de core e cardiorrespiratório.
Integrantes que retornarem de licença-maternidade — após o período de 12 meses de deferimento — deverão participar do ciclo de avaliação seguinte, desde que liberados pela equipe médica.
As novas normas foram publicadas em ficha informativa no site da NAVADMIN, complementando instrução do Estado-Maior da Marinha emitida em 16 de dezembro.
Com informações de Navy Times





