O professor de história Wagner de Oliveira Fernandes, 78 anos, permanece internado em estado grave na Cidade do México após sofrer uma série de acidentes vasculares cerebrais (AVCs) em 13 de dezembro. A família tenta arrecadar R$ 650 mil para custear uma UTI aérea e repatriá-lo ao Brasil.
Arritmia e complicações
Fernandes chegou à capital mexicana em 9 de dezembro acompanhado da esposa, a médica de família Silvana Penachione, e de uma das filhas. No mesmo dia, apresentou arritmia cardíaca e foi internado. Após alguns dias em observação, o hospital optou por realizar ablação cardíaca em 12 de dezembro. Durante a visita pós-procedimento, Silvana percebeu sinais de AVC e acionou a equipe médica. O professor passou por nova intervenção para conter o dano, mas sofreu outros AVCs em sequência.
Estado de saúde
Duas semanas depois, a sedação foi reduzida, porém o paciente segue na UTI. Ele fez traqueostomia e continua dependente de ventilação mecânica. Segundo a filha Janaína Fernandes, 47, o lado direito do corpo está paralisado e a consciência oscila.
Vaquinha e busca por ajuda
A campanha @apoioprowagner nas redes sociais busca aportes individuais, além de apoio de empresas e do governo brasileiro. O Ministério das Relações Exteriores acompanha o caso desde 13 de dezembro, mas esclarece que a assistência consular não cobre despesas médicas nem transporte em UTI aérea. Repatriação oficial só ocorre em classe econômica e quando há comprovação de total falta de recursos.
A família também solicitou inclusão no programa humanitário da Latam, que disponibiliza aeronaves para pacientes, mas ainda não obteve resposta positiva.

Imagem: Internet
Terremoto aumenta tensão
No dia 2 de janeiro, um terremoto de magnitude 6,5 sacudiu a Cidade do México, obrigando a evacuação parcial do hospital. Pacientes em terapia intensiva, como Fernandes, permaneceram nos leitos, o que intensificou a preocupação da família.
Silvana precisa retornar a Campinas (SP) para trabalhar, enquanto as despesas da viagem — prevista para terminar em 17 de dezembro — continuam a crescer. “Acreditamos que, no Brasil, ele terá tratamento adequado e o apoio da rede de amigos e parentes”, afirma Janaína.
Com informações de Folha de S.Paulo





