Brasília – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido na tarde desta segunda-feira (29) a um segundo bloqueio do nervo frênico, desta vez no lado esquerdo, para tentar controlar crises recorrentes de soluço.
O procedimento repete a técnica aplicada no sábado (27), quando o nervo frênico direito foi anestesiado. A intervenção ocorreu no Hospital DF Star, na capital federal, sob autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo processo em que Bolsonaro foi condenado.
Sequência de cirurgias
Esta é a décima cirurgia do ex-presidente desde a facada sofrida durante a campanha de 2018. Na quinta-feira (25), ele já havia passado por correção de hérnias inguinais bilaterais. De acordo com laudo da Polícia Federal, embora existisse alternativa de tratamento conservador, a equipe médica optou pela operação para evitar complicações.
Em publicação nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou sucesso na cirurgia de hérnia. Pouco depois, os médicos decidiram avançar no tratamento dos soluços.
Estado de saúde
Carlos Bolsonaro (PL), terceiro filho do ex-presidente, afirmou pela manhã que o pai teve uma noite difícil, com pressão arterial elevada, e que os profissionais avaliaram a necessidade de nova intervenção – medida confirmada horas mais tarde. Segundo ele, também foi iniciado tratamento para apneia do sono.
Custódia e segurança
Preso na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal desde novembro, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos por crimes como tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado democrático de Direito. Moraes autorizou acompanhamento médico permanente, visitas restritas e atendimento de plantão dentro da PF.
Imagem: Internet
Para a internação no DF Star, o ministro determinou esquema de segurança rígido. Inicialmente, apenas Michelle poderia visitar o ex-presidente; posteriormente, a permissão foi estendida aos filhos.
Próximos passos
Concluída a recuperação hospitalar, Bolsonaro deverá retornar à carceragem da PF. A equipe médica seguirá monitorando possíveis crises de soluço, controle de pressão arterial e questões respiratórias.
Com informações de Folha de S.Paulo





