Produtos “high protein” ganham espaço nos mercados, enquanto ciência lembra que recomendação diária segue a mesma

Rótulos que prometem “high protein”, “extra protein” ou “muscle” tomaram conta de iogurtes, pães, enlatados de atum e até garrafas de água. A expansão desses produtos fora do nicho de praticantes de musculação alcançou o consumidor comum e levanta a dúvida: a população realmente precisa de mais proteína?

O que dizem os especialistas

A proteína é indispensável para a construção e reparo de tecidos, participação no sistema imunológico e regulação hormonal, conforme destaca o portal médico MedlinePlus. O macronutriente também aumenta a sensação de saciedade, podendo ajudar no controle da ingestão de calorias.

Entretanto, a nutricionista Andrea Jarque alerta que o efeito benéfico desaparece quando o cardápio se torna hiperproteico, aumentando riscos à saúde.

Estratégia de mercado

De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem, a indústria identificou uma oportunidade de negócio ao associar proteína a força, estética e desempenho. A partir dessa percepção, embalagens adotaram códigos visuais que reforçam o apelo proteico e atraem quem busca resultados rápidos.

Quanto é suficiente?

Diretrizes clínicas apontam que, para um adulto médio e sedentário, a recomendação diária permanece em torno de 0,8 grama de proteína por quilo de peso corporal. Apesar da profusão de lançamentos, nutricionistas ressaltam que o valor de referência mudou pouco ao longo dos anos e deve ser ajustado apenas em casos específicos, como gestação, envelhecimento ou prática esportiva intensa.

A discussão reforça que “mais” nem sempre significa “melhor” quando o assunto é proteína. Escolher fontes adequadas e respeitar as quantidades indicadas segue sendo a orientação predominante das entidades de saúde.

Com informações de Terra

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