Evaristo Costa destaca cordão de girassol após enfrentar desafios da doença de Crohn

O jornalista Evaristo Costa, 48 anos, diagnosticado com doença de Crohn em 2021, voltou a falar sobre a rotina com a enfermidade e a utilidade do cordão de girassol, acessório que sinaliza deficiências não aparentes. A declaração foi feita em suas redes sociais nesta semana.

O que é a doença de Crohn

A doença de Crohn é uma inflamação crônica que atinge as paredes do intestino, sobretudo a porção inferior do intestino delgado e o cólon. A origem é desconhecida e não está ligada a infecções bacterianas, segundo a Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD).

Para o médico cirurgião do aparelho digestivo Henrique Perobelli, trata-se de um processo “autoinflamatório”, capaz de provocar dor abdominal intensa, emagrecimento, sangramento intestinal e perda de peso. No ano passado, Evaristo relatou ter eliminado 22 kg em pouco mais de três semanas.

O especialista aponta que a alimentação é parte fundamental do tratamento. “Dieta orgânica e saudável é a principal recomendação. Alimentos processados, ultraprocessados, fast-food, carnes e proteínas de origem animal não são indicados”, afirma. Outras orientações incluem:

  • prática regular de atividade física;
  • controle de peso;
  • identificação e exclusão de alimentos que causem desconforto;
  • evitar estresse e fortes abalos emocionais;
  • seguir acompanhamento de profissionais como médicos e nutricionistas.

Cordão de girassol: identificação de deficiências ocultas

Evaristo passou a usar o cordão de girassol para sinalizar suas necessidades durante crises de Crohn, que podem envolver cólicas, náuseas, vômitos, cansaço e episódios de diarreia que o obrigam a procurar um banheiro de forma urgente, “20, 30, 40 vezes”, relatou.

O acessório, incluído em 2023 no Estatuto da Pessoa com Deficiência, é de uso opcional e serve para indicar que o portador pode precisar de suporte adicional ou prioridade em filas. Entre outras condições que se enquadram estão surdez, epilepsia, diabetes e esclerose múltipla.

O jornalista lembrou situações constrangedoras, como ter sido impedido de usar o banheiro de um restaurante antes de consumir ou não conseguir furar a fila em um voo. “Ninguém é obrigado a usar o cordão, mas ele facilita a comunicação”, destacou.

Com informações de Terra

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