Jovem de Swansea substitui personal trainer por IA e afirma estar “mais forte que nunca”

Ferramentas de inteligência artificial (IA) estão ganhando espaço na rotina de quem busca melhorar a forma física. O galês Richard Gallimore, de 23 anos, morador de Swansea, decidiu recorrer a aplicativos de IA para montar treinos e cardápios e diz ter alcançado o melhor desempenho da vida: seu supino saltou de 70 kg para 110 kg.

Resultados com IA

Depois de perceber a própria falta de condicionamento em uma corrida beneficente em maio passado, Gallimore recorreu a um chatbot para criar um programa completo de musculação, alimentação e suplementação. Ele treina cerca de duas horas por dia e afirma que a tecnologia o ajuda a manter uma rotina estruturada dentro do orçamento. “Não conseguiria pagar um personal trainer e gosto de seguir meu ritmo”, contou.

O estudante carrega os planos no celular e diz utilizar o assistente digital diariamente. Segundo ele, a possibilidade de ajustar o programa a qualquer momento tornou o processo indispensável.

Meia maratonista aprimora tempo

Leah Walsh, 21 anos, de Aberdare (Rhondda Cynon Taf), também recorreu à IA para preparar sua segunda participação na Cardiff Half Marathon. Faltando pouco tempo para a prova, pediu ao aplicativo um cronograma de 11 semanas que combinasse corrida e musculação. Após alguns ajustes pessoais, concluiu os 21 km em 2h11, um minuto a menos que no ano anterior.

Walsh avaliou como vantagem a liberdade de consultar o sistema a qualquer hora. “Se tivesse um treinador, não poderia mandar mensagem à meia-noite”, disse. A atleta amadora prefere treinar sozinha e considera a autogestão um estímulo adicional.

Custo pesa na escolha

Um levantamento da revista Which?, publicado em novembro de 2024, mostrou que a mensalidade média de academias no Reino Unido é de £38, variando de £23 a £132. Já pesquisa da rede PureGym indica que sessões com personal trainer custam entre £30 e £65 fora de Londres — e de £45 a £65 na capital —, normalmente uma ou duas vezes por semana.

Opinião dos profissionais

Com 12 anos de carreira, o personal trainer Dafydd Judd, 37, de Cardiff, vê a IA como aliada para acelerar o aprendizado dos alunos. Ele observa que alguns clientes chegam mais bem informados ao treino presencial, mas acredita que a interação humana continua essencial para garantir compromisso e acompanhamento. “O computador não vai bater à sua porta às sete da manhã”, ponderou. Para Judd, a academia também funciona como espaço de desconexão das telas, especialmente para quem passa o dia diante de dispositivos eletrônicos.

A discussão sobre o papel da inteligência artificial em academias segue aberta, mas casos como os de Gallimore e Walsh indicam que a tecnologia já ocupa um lugar relevante na busca por saúde e performance.

Com informações de BBC News

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