Magnésio ganha evidência como aliado do sono; veja como age e quem deve suplementar

Mais de 60% dos adultos dormem menos do que o necessário, segundo estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Nesse cenário, o magnésio tem sido apontado como um possível suporte natural para noites mais tranquilas.

Por que o mineral é indispensável

O magnésio participa de mais de 300 reações bioquímicas, incluindo produção de energia, controle da glicemia, regulação da pressão arterial e funcionamento dos músculos e do sistema nervoso, de acordo com a Harvard Health Publishing. A farmacêutica bioquímica Paula Molari Abdo, diretora técnica da Formularium e membro da ANFARMAG, lembra que o nutriente também está envolvido na síntese dos neurotransmissores serotonina e GABA, fundamentais para o equilíbrio emocional e o sono. Como o organismo não o produz, o mineral deve ser obtido pela dieta ou, em alguns casos, por suplementação.

Como o magnésio influencia o sono

Paula Abdo explica que o magnésio contribui para a indução e manutenção do sono ao:

  • aumentar neurotransmissores que regulam o sistema nervoso;
  • reduzir os níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse;
  • participar da síntese de melatonina, substância que sinaliza ao corpo a hora de dormir.

Pessoas com insônia leve tendem a apresentar menos despertares noturnos e mais tempo em sono profundo após a suplementação, segundo a especialista.

Magnésio x melatonina: funções distintas

A melatonina atua como um “gatilho” para iniciar o sono, útil em casos de jet lag ou mudança de turno, enquanto o magnésio promove relaxamento muscular e neurológico, influenciando a qualidade geral do descanso.

Quem pode se beneficiar

A suplementação costuma ser mais eficaz em indivíduos com deficiência — ainda que subclínica — e em grupos com maior demanda, como idosos, gestantes, pessoas sob estresse, fadiga ou com insônia leve.

Formas de magnésio indicadas para o sono

  • Magnésio glicinato: efeito calmante e boa tolerância gastrointestinal;
  • Magnésio treonato: penetra com facilidade no cérebro, favorecendo cognição e sono profundo;
  • Magnésio dimalato: recomendado para fadiga ou sono pouco reparador;
  • Magnésio citrato: absorção eficiente, porém pode ter efeito laxativo.

A dose geralmente varia de 200 mg a 350 mg por dia, conforme orientação profissional. Uso sem acompanhamento pode causar diarreia, náuseas, tontura e, em casos graves, arritmia. Portadores de insuficiência renal não devem suplementar.

Hábitos que potencializam os resultados

A ação do mineral é reforçada quando combinada a práticas de higiene do sono, como:

  • manter horários regulares para dormir e acordar;
  • reduzir cafeína e álcool à noite;
  • evitar exposição a telas antes de deitar;
  • garantir ambiente escuro e silencioso;
  • adotar técnicas de relaxamento, a exemplo de meditação.

Fontes alimentares de magnésio incluem sementes, oleaginosas, vegetais verde-escuros, grãos integrais, leguminosas, derivados de soja, cacau e peixes.

Embora seja considerado seguro quando bem indicado, o magnésio não substitui tratamentos específicos para distúrbios como apneia ou insônia crônica, alerta Paula Abdo.

Com informações de Terra

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