Médico detalha por que Virgínia Fonseca não pode comer chocolate e alerta que enxaqueca tende a se agravar

A influenciadora Virgínia Fonseca, uma das personalidades mais seguidas do país, revelou em março deste ano, pouco antes da Páscoa, que precisou eliminar qualquer alimento com cacau da dieta por orientação médica. A decisão foi motivada pelas crises de enxaqueca que enfrenta com frequência.

Chocolate só o branco

À época, Virgínia contou nas redes sociais que não poderia aceitar “mimos” de chocolate ao leite ou amargo e que apenas o chocolate branco estava liberado. “Barrinhas de proteína com cacau também estão fora”, lamentou a criadora de conteúdo de 25 anos, que disse sentir vontade, mas optou por evitar as crises.

O que diz o especialista

Para explicar a recomendação, o neurologista Tiago de Paula, especialista em neurocefaleia e membro da International Headache Society (IHS) e da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), esclareceu ao Purepeople que o cacau não provoca a dor diretamente, mas pode tornar a enxaqueca mais difícil de controlar.

“O chocolate contém cafeína e teobromina, substâncias estimulantes. Como o cérebro do paciente com enxaqueca já é hiperexcitável, esses estimulantes aumentam a sensibilidade a outros gatilhos e ampliam a frequência das crises”, afirmou o médico. Ele ressaltou que o problema afeta quem possui predisposição genética; pessoas sem esse histórico costumam tolerar o alimento.

Outros alimentos que podem cronificar a doença

Segundo o neurologista, cúrcuma e gengibre, embora conhecidos pelo efeito anti-inflamatório, podem agir da mesma forma que a cafeína: alívio momentâneo seguido de agravamento do quadro se consumidos com frequência. “Em pacientes mais graves, qualquer ingestão pode deflagrar dor forte”, explicou.

Acompanhamento multidisciplinar

Tiago de Paula descreve a enxaqueca como “uma condição cerebral complexa, não apenas uma dor de cabeça”. Por isso, o tratamento costuma envolver psicólogos, dentistas — no caso de bruxismo —, fisioterapeutas e nutricionistas. “Compulsão alimentar e ganho de peso são comuns; entender quais alimentos pioram o quadro é parte essencial do cuidado”, destacou.

O especialista reforça que a estratégia varia conforme a gravidade, mas a abordagem integrada é considerada fundamental para manter a doença sob controle.

Com informações de Purepeople

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