O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou nesta segunda-feira (4) a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e afirmou que o conflito repercute diretamente no funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) em estados fronteiriços, como Amazonas e Roraima.
“Sempre buscamos a paz. Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio”, escreveu Padilha na rede social X. Segundo ele, guerras “matam civis, destroem serviços de saúde e impedem o cuidado às pessoas”, gerando impacto “múltiplo” para a população brasileira e para o SUS.
No mesmo texto, o ministro lembrou que os EUA suspenderam o financiamento que mantinham à Operação Acolhida — iniciativa lançada em 2018 pelo governo federal para acolher refugiados e migrantes venezuelanos. “Os investimentos ficaram ainda maiores depois que os EUA suspenderam os repasses. O Ministério da Saúde ampliou recursos e profissionais tanto na cidade quanto em áreas indígenas, por meio da nossa Agência do SUS”, ressaltou.
Padilha informou ainda que, após o início dos ataques, a pasta mobilizou a Agência SUS — setor voltado, entre outras funções, à saúde indígena e à atenção primária — e manteve a Força Nacional do SUS em prontidão para apoiar localidades cuja capacidade de resposta esteja esgotada.
A ofensiva dos EUA começou em setembro de 2025, durante o governo Donald Trump, sob o argumento de combater o narcotráfico no país vizinho. No sábado (3), tropas norte-americanas atacaram a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro.

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A manifestação de Padilha antecedeu o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também classificou a ação norte-americana como “inaceitável”. Diante da crise, o Palácio do Planalto convocou reunião de emergência com ministros em Brasília.
Com informações de Folha de S.Paulo





