Padilha diz que ofensiva dos EUA na Venezuela pressiona SUS em estados de fronteira

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou neste sábado (3) que a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela provoca impactos diretos no Sistema Único de Saúde (SUS) nos estados brasileiros que fazem fronteira com o país vizinho, como Amazonas e Roraima.

Em publicações na rede X (antigo Twitter), Padilha repudiou o bombardeio norte-americano, afirmando que “guerra mata civis, destrói serviços de saúde e impede o cuidado às pessoas”. Segundo o ministro, quando o conflito ocorre em nação limítrofe, as consequências para a população brasileira e para o SUS são “múltiplas”.

Padilha criticou ainda a suspensão, pelos Estados Unidos, dos repasses destinados à Operação Acolhida, programa criado em 2018 pelo governo brasileiro para atender refugiados e migrantes venezuelanos. De acordo com ele, a interrupção do financiamento exigiu maior aporte de recursos e de profissionais por parte do Ministério da Saúde, inclusive em áreas indígenas, por meio da chamada Agência do SUS.

O titular da pasta informou que, desde o início dos ataques norte-americanos, a Agência SUS – responsável por apoio operacional a ações de atenção primária e de saúde indígena – foi acionada, e a Força Nacional do SUS permanece em alerta para situações em que a capacidade local de resposta esteja esgotada.

A operação militar dos Estados Unidos começou por volta de setembro de 2025, durante o governo Donald Trump, sob o argumento de combater o narcotráfico na Venezuela. Na manhã deste sábado, tropas norte-americanas bombardearam o país e capturaram o presidente Nicolás Maduro.

A manifestação de Padilha antecedeu o posicionamento oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também condenou os ataques, classificando a ação como “inaceitável”. Diante da crise, o governo convocou uma reunião de emergência com ministros em Brasília.

Com informações de Folha de S.Paulo

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