Suor pingando das mãos, desconforto constante e dificuldade para executar tarefas simples são queixas comuns de quem sofre de hiperidrose palmar, condição caracterizada pela produção exagerada de suor nas palmas.
O que provoca o problema
De acordo com a dermatologista Vanessa Nunes, a hiperidrose pode ter origem hereditária e costuma se agravar na adolescência por influência hormonal. Situações de estresse e ansiedade também intensificam a produção de suor.
O estímulo ocorre em glândulas sudoríparas écrinas, presentes em maior concentração nas palmas das mãos e plantas dos pés. Como o ducto dessas glândulas é mais espiralado, o suor permanece mais tempo em contato com a pele, podendo causar inclusive descamação.
Caminhos de tratamento
Quando a causa principal é emocional, atividade física regular auxilia no controle da ansiedade e, por consequência, na redução do suor. Outras abordagens incluem:
- Substâncias à base de alumínio – diminuem a atividade das glândulas sudoríparas;
- Eletroiontoforese – aplicação de corrente elétrica de baixa intensidade para facilitar a penetração de medicamentos prescritos pelo dermatologista;
- Botox – injeções na região do punho e em toda a palma, realizadas sob anestesia. O método reduz a sudorese, mas exige reaplicação semestral e tem custo elevado;
- Simpatectomia – procedimento cirúrgico realizado por cirurgião torácico que secciona o nervo simpático. A técnica elimina o suor nas mãos, porém pode desencadear suor compensatório em áreas como o abdômen.
O relato de quem convive com a condição
A manicure Beatriz Mora conta que suas mãos suam tanto em dias frios quanto quentes, a ponto de precisar usar luvas para trabalhar. Ela já testou cremes e hidratantes sem sucesso completo e teme a cirurgia pela possibilidade de retorno do problema em outra parte do corpo. “As luvas me dão segurança e garantem qualidade para as clientes”, afirma.

Imagem: Internet
Apesar das dificuldades, especialistas ressaltam que é possível controlar a hiperidrose palmar com abordagem individualizada, que pode combinar cuidados clínicos, terapias complementares e, em casos específicos, intervenção cirúrgica.
Com informações de Terra





