O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, 79 anos, declarou que sua saúde é “perfeita” e rechaçou especulações sobre possíveis problemas físicos ou mentais durante entrevista publicada nesta quinta-feira (1º.jan.2026) pelo The Wall Street Journal.
Questionamentos repetidos
A conversa, conduzida na edição impressa do jornal, concentrou-se em dúvidas sobre a aptidão do republicano para concluir o segundo mandato, que termina em janeiro de 2029, quando ele terá 82 anos — idade que, se alcançada no cargo, o tornará o presidente mais velho a exercer a função na história do país.
Indagado sobre episódios em que aparentou cochilar em compromissos oficiais e sobre o uso de maquiagem nas mãos, Trump demonstrou irritação: “Vamos falar de saúde pela 25ª vez”, respondeu aos repórteres.
Exame de imagem
Em outubro de 2025, o próprio presidente mencionou ter realizado um exame de ressonância magnética (MRI), procedimento associado a diagnóstico de doenças graves. Agora, ele recuou e disse que, na verdade, passou por uma tomografia computadorizada (CT), que é mais rápida e menos detalhada. “Nada está errado”, afirmou, defendendo que o exame apenas alimentou críticas infundadas.
Aspirina em dose alta
Trump revelou ingerir diariamente cerca de 325 mg de aspirina — dose acima do recomendado por muitos médicos para prevenção de infarto ou AVC. Segundo ele, o medicamento mantém “o sangue fino”. O presidente atribuiu a hematomas recorrentes nas mãos ao uso contínuo do fármaco e explicou que recorre a maquiagem para escondê-los, citando um incidente em que a procuradora-geral Pam Bondi teria arranhado sua mão com um anel.
Rotina e exercícios
Apesar de ter solicitado à equipe da Casa Branca um cronograma mais enxuto para “focar em reuniões importantes”, Trump negou que a mudança esteja ligada a cansaço. “Nunca fui de dormir muito”, comentou. Ele também declarou não ter gosto por atividades físicas: “Andar ou correr horas numa esteira não é para mim”, disse, embora tenha relançado em agosto o Presidential Fitness Test para estudantes das escolas públicas, extinto em 2013.
Imagem: Reuters
Contexto político
A saúde dos ocupantes da Casa Branca voltou ao centro do debate desde 2024, quando Joe Biden, então com 81 anos, desistiu da candidatura à reeleição após dúvidas sobre sua capacidade. Trump utiliza o episódio para contrastar sua condição com a do antecessor, a quem chamava de “Sleepy Joe” durante a campanha. Mesmo assim, pressões sobre a idade avançada de líderes não são novidade; Ronald Reagan enfrentou questionamentos similares na década de 1980.
No encerramento da entrevista, o presidente atribuiu sua vitalidade à “boa genética” e reforçou: “Não tenho qualquer enfermidade”.
Com informações de Al Jazeera





