Longas horas sentado elevam risco de doenças; pausas curtas ajudam a proteger a saúde

Permanecer sentado durante grande parte do dia está associado a maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e até morte prematura, apontam estudos citados pela pesquisadora Samina Akhtar, da Universidade Aga Khan.

O que acontece no organismo

Quando o corpo fica imóvel por períodos prolongados, a atividade dos músculos esqueléticos diminui, prejudicando a absorção de glicose pelo sangue e favorecendo a resistência à insulina – caminho para o diabetes. O metabolismo das gorduras também desacelera, enquanto o fluxo sanguíneo perde eficiência, o que pode elevar a pressão arterial.

Somadas, essas alterações aumentam o risco de problemas cardiometabólicos, como colesterol em níveis inadequados e acúmulo de gordura abdominal. A postura estática ainda sobrecarrega pescoço, ombros e lombar, provocando dores frequentes em trabalhadores de escritório. A falta de movimento afeta também a cognição, reduzindo estado de alerta e produtividade.

Exercício não basta

Praticar atividades físicas regulares continua essencial, mas não anula os efeitos de ficar sentado por muito tempo. Mesmo quem cumpre as recomendações de exercício pode enfrentar os mesmos riscos se passa o restante do dia na cadeira.

Pausas de dois a cinco minutos

Evidências científicas indicam que levantar-se ou mover-se por dois a cinco minutos a cada 30 a 60 minutos contribui para melhorar o metabolismo da glicose e reduzir o risco cardiometabólico.

Ambientes de trabalho em transformação

Estratégias simples, como reuniões em movimento, lembretes para alongar-se e pequenas pausas entre tarefas, já vêm sendo testadas em empresas, universidades e hospitais. Mesas reguláveis que permitem alternar entre as posições sentado e em pé, além de trajetos internos que estimulem o uso de escadas, também colaboram.

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Imagem: Internet

Um estudo conduzido em escritórios do Reino Unido mostrou que essas medidas podem cortar de uma a uma hora e meia o tempo diário passado na cadeira. Participantes relataram ainda mais energia, melhor concentração e alívio de desconfortos musculoesqueléticos.

Impacto global

A Organização Mundial da Saúde estima que a inatividade física responda por quatro a cinco milhões de mortes ao ano. Diante desse cenário, especialistas defendem que reduzir o sedentarismo no expediente seja tratado como objetivo de saúde pública, ao lado da promoção de exercícios regulares.

Segundo Akhtar, incorporar pequenas mudanças – como caminhar no horário de almoço, atender ligações de pé ou levantar-se entre reuniões – pode fazer diferença significativa para quem passa a maior parte do dia diante do computador.

Com informações de Folha de S.Paulo

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