Profissionais de saúde e cuidadores contam agora com um guia que reúne recomendações atualizadas sobre a administração de nutrição enteral – terapia indicada quando a ingestão oral não supre as necessidades energéticas de pacientes com trato gastrointestinal funcional.
Quando utilizar
O documento indica a nutrição enteral para pessoas com dificuldade de mastigação ou deglutição, ingestão alimentar reduzida, risco de aspiração, perda de peso involuntária, doenças neurológicas, quadros oncológicos e pacientes em unidades de terapia intensiva. Está contraindicada em obstrução intestinal, íleo paralítico e instabilidade hemodinâmica grave.
Tipos de sonda
• Sonda nasogástrica – inserida pelo nariz até o estômago, recomendada para uso de curto prazo.
• Sonda nasoentérica – avança até o intestino delgado e reduz o risco de aspiração.
• Gastrostomia e jejunostomia percutâneas – alternativas de longo prazo, com menor chance de deslocamento.
O posicionamento deve ser confirmado, preferencialmente por radiografia, antes do início da dieta. Tosse, refluxo ou desconforto respiratório podem sinalizar má colocação.
Métodos de infusão
A administração pode ser contínua, por 20–24 h, controlada por bombas de infusão, ou intermitente, em horários que simulam refeições. A escolha depende da condição clínica e da tolerância do paciente.
Cálculo das necessidades
As estimativas energéticas variam de 20 a 35 kcal/kg/dia, ajustadas conforme idade, peso, diagnóstico e nível de estresse metabólico. A recomendação proteica situa-se entre 1,0 e 2,0 g/kg/dia, podendo ser maior em casos de catabolismo intenso.
Fórmulas disponíveis
• Poliméricas (nutrientes intactos) – indicadas para pacientes com digestão preservada.
• Oligoméricas (nutrientes hidrolisados) – direcionadas a distúrbios de digestão ou absorção.
• Fibras, alta densidade calórica ou proteína vegetal – opções específicas, como as fórmulas da linha Trophic citadas no material, atendem demandas particulares de volume, energia ou composição.
Imagem: Internet
Cuidados com a sonda
Higienização diária da pele, fixação adequada e realização de “flush” com água antes e depois de dietas ou medicamentos previnem infecções e obstruções. Caso ocorra entupimento, a orientação profissional é imprescindível.
Monitoramento
O plano nutricional deve ser revisto periodicamente a partir de dados clínicos, laboratoriais e antropométricos, como peso, circunferência do braço e exames de glicose, ureia e proteínas séricas. Ajustes precoces reduzem complicações, entre elas diarreia, náusea e aspiração.
Terapia domiciliar
A continuidade do suporte em casa exige treinamento de cuidadores sobre administração, higiene e identificação de sinais de alerta – vômito persistente, dor abdominal, diarreia ou suspeita de infecção. Fórmulas prontas auxiliam na segurança e na padronização da dieta.
O guia reforça que a nutrição enteral deve ser prescrita e acompanhada por equipe multiprofissional, com reavaliações frequentes para avaliar a possibilidade de retorno à via oral ou eventual transição para nutrição parenteral.
Com informações de ProDiet Nutrition





