Estados Unidos rebaixam maconha para categoria de menor risco e abrem caminho a uso medicinal

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, a reclassificação da maconha para uma categoria considerada de menor perigo, medida que deve facilitar seu uso em tratamentos médicos e impulsionar pesquisas científicas.

Segundo o procurador-geral interino, Todd Blanche, a cannabis passa da Lista 1 para a Lista 3 da Food and Drug Administration (FDA), grupo que reúne substâncias com potencial moderado ou baixo de dependência física e psicológica. “Essa reclassificação permite pesquisas sobre a segurança e a eficácia dessa substância, proporcionando, em última análise, melhor atendimento aos pacientes e informações mais confiáveis aos médicos”, afirmou Blanche em comunicado.

Durante décadas a maconha foi enquadrada na mesma classificação de drogas como heroína e metanfetamina, apesar de quase metade dos estados norte-americanos já ter legalizado seu uso. A decisão representa a mudança federal mais significativa na política de cannabis em várias décadas, eliminando obstáculos para estudos sobre seus possíveis benefícios.

A nova regra decorre de uma ordem executiva assinada em dezembro passado pelo então presidente Donald Trump, que determinou ao Departamento de Justiça a flexibilização das restrições. Uma iniciativa semelhante havia sido iniciada pelo governo Joe Biden em 2024, mas não chegou a ser concluída antes da volta de Trump à Casa Branca.

O ajuste regulatório deve impactar a indústria do setor, reduzindo a carga tributária e facilitando o acesso a crédito para empresas como Canopy Growth, Tilray Brands e Trulieve Cannabis. Após o anúncio, ações de companhias listadas em bolsas norte-americanas — entre elas Cronos Group, Aurora Cannabis, Canopy e Tilray — registraram altas de 6% a 13%.

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Com a mudança, pesquisadores terão menos barreiras burocráticas para conduzir estudos clínicos, e médicos poderão recorrer a informações mais robustas sobre a eficácia terapêutica da planta.

Com informações de Folha de S.Paulo

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