O atacante brasileiro Estêvão, do Chelsea, sofreu uma lesão muscular classificada como grau 4, o nível mais grave, durante a vitória sobre o Manchester United no sábado (18). A contusão ameaça tirá-lo da Copa do Mundo de 2026, marcada para junho nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
O que é a lesão muscular
De acordo com o ortopedista José Luís Zabeu, chefe da ortopedia do Hospital Vera Cruz, a lesão muscular ocorre quando fibras da parte vermelha do músculo se rompem. Nos quadros mais severos, há também dano ao tendão, componente esbranquiçado que conecta o músculo ao osso.
Classificação por graus
O médico do esporte Warlindo Neto, que integrou o Time Brasil em três edições dos Jogos Olímpicos, explica os níveis de gravidade:
- Grau 1: poucas fibras lesionadas, sem perda de movimento.
- Grau 2: rompimento maior, com limitação inferior a 50% da função.
- Grau 3: rompimento completo do músculo.
- Grau 4: além do rompimento total, há lesão do tendão.
Como a lesão acontece
Especialistas apontam o desequilíbrio muscular como causa frequente. Jogadores destros, por exemplo, costumam ter até 5% mais força na perna direita; quando essa diferença ultrapassa o limite, cresce o risco de ruptura. Excesso de esforço sem descanso adequado, fadiga, alimentação deficiente e traumas diretos sobre o músculo contraído também favorecem o problema, segundo Warlindo Neto e o ortopedista Everson Giriboni.
Tempo de recuperação
A regeneração total pode levar de três a seis meses. Se houver confirmação de rompimento do tendão, Estêvão deverá passar por cirurgia, o que prolonga o retorno. O fisioterapeuta Avelino Buongermino, ex-coordenador do Santos, afirma que a lesão atinge a parte posterior da coxa, fundamental para arranque e potência, e que a equipe do atleta pode tentar um tratamento conservador, embora essa abordagem seja menos comum em casos de grau 4.
Imagem: Internet
Qualquer tentativa de acelerar o processo aumenta o risco de nova ruptura, alertam os médicos.
Com informações de Folha de S.Paulo





