O Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (8) um novo conjunto de documentos sobre fenômenos anômalos não identificados (UAPs, na sigla em inglês), popularmente chamados de óvnis. O material, porém, não apresenta evidências conclusivas de origem extraterrestre, aponta o jornalista científico Salvador Nogueira, autor da coluna “Mensageiro Sideral”.
Nogueira ressalta que a divulgação confirma a existência de registros militares com objetos sem explicação imediata, incluindo filmagens em infravermelho feitas no oeste dos EUA em dezembro de 2025. Ainda assim, o conteúdo não convenceu céticos nem forneceu provas incontestáveis de visitas alienígenas.
Para o colunista, dois pontos devem ser separados. O primeiro é a possibilidade de haver vida inteligente em outros planetas, considerada plausível pela vastidão do Universo. O segundo, mais difícil de aceitar, é a ideia de que essas civilizações estariam realizando incursões frequentes à Terra sem deixar vestígios claros.
Nogueira observa que, diante da ausência de dados sólidos, os relatos permanecem sujeitos a interpretações equivocadas de fenômenos atmosféricos, limitações de sensores militares e, em alguns casos, à suposição de que qualquer tecnologia não reconhecida só poderia ser alienígena.
Segundo o jornalista, a abertura gradual dos “arquivos-X” do Pentágono vem acompanhada de reações opostas: enquanto ufólogos veem indícios de acobertamento, autoridades demonstram relutância em admitir publicamente que não conseguem identificar tudo o que sobrevoa o espaço aéreo norte-americano.
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Com a nova liberação, o debate sobre a origem dos UAPs continua em aberto. Até o momento, não há consenso científico que confirme visitas de naves extraterrestres.
Com informações de Folha de S.Paulo





