A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que o surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius já contabiliza oito casos, cinco deles confirmados, e três mortes até 6 de maio.
O cruzeiro partiu de Ushuaia, Argentina, em 1º de abril. O primeiro passageiro apresentou sintomas em 6 de abril, período considerado curto para o tempo usual de incubação do vírus, que varia entre uma e oito semanas – normalmente de duas a quatro. Entre os doentes, um passageiro suíço foi transferido para um hospital em Zurique, onde recebe tratamento, segundo autoridades de saúde do país.
Evacuações e retorno de passageiros
Parte dos viajantes está sendo removida do navio por razões médicas. Outros já desembarcaram e retornam aos seus países de origem. As autoridades acompanham a evolução clínica e realizam testes laboratoriais para confirmar novos diagnósticos.
Possíveis rotas de infecção
Investigadores trabalham em duas hipóteses principais: exposição ambiental a roedores infectados antes ou durante excursões na Argentina e eventual transmissão limitada de pessoa para pessoa, possibilidade observada no passado com o vírus Andes, responsável por episódios ocasionais desse tipo de contágio na América do Sul.
O segundo caso confirmado era contato próximo do primeiro, o que pode indicar infecção compartilhada por roedores ou cadeia de transmissão direta. Já o terceiro caso não fazia parte do mesmo núcleo familiar, aumentando a necessidade de mapear excursões em terra, localização das cabines e contatos a bordo.
Imagem: Internet
Procedimentos de investigação
Equipes de saúde pública constroem uma linha do tempo detalhada, entrevistam passageiros e tripulantes sobre atividades pré-embarque, avistamentos de roedores e tarefas de limpeza, além de coletarem amostras para sequenciamento genético do vírus. O objetivo é confirmar se todos os pacientes pertencem ao mesmo evento de exposição ou se houve múltiplas fontes de infecção.
A OMS avalia o risco global como baixo, lembrando que a maior parte dos hantavírus não se propaga entre pessoas. Mesmo nos casos em que isso ocorre, geralmente é necessário contato próximo ou prolongado.
Com informações de Folha de S.Paulo





