São Paulo – A disputa entre Estados Unidos e China para retomar a presença humana na Lua ganhou novo capítulo após a NASA confirmar uma missão extra entre a Artemis 2 e o primeiro pouso tripulado, previsto para 2028.
• Quem: NASA, com o programa Artemis, e a agência espacial chinesa, que conduz o cronograma de voos não tripulados e tripulados rumo ao satélite natural.
• O que: reorganização dos planos norte-americanos e avanço constante dos chineses.
• Quando: mudanças de meta norte-americanas iniciadas em 2004; próxima missão norte-americana (Artemis 3) planejada para o fim de 2027; pouso chinês segue marcado para 2030.
• Onde: voos ocorrerão em órbita baixa da Terra (Artemis 3) e, futuramente, na superfície lunar.
• Como: EUA usarão um foguete SLS sem segundo estágio, enquanto a China emprega lançadores Long March e naves próprias.
• Por quê: manter liderança no espaço é meta de ambos os países; orçamento, prazos e organização definem o ritmo da corrida.
Metas norte-americanas revisadas repetidamente
O retorno dos EUA à Lua foi anunciado em 2004 pelo então presidente George W. Bush, com data-alvo em 2018. Desde então, o cronograma mudou sucessivas vezes: 2024, depois 2025, 2026 e, agora, 2028.
Em abril deste ano, a Artemis 2 encerrou um hiato de 52 anos ao levar quatro astronautas em volta da Lua. Porém, para manter o programa ativo antes do pouso definitivo, a NASA incluiu a Artemis 3, que será restrita à órbita terrestre baixa e usará um spacer no lugar do estágio superior do SLS. Há apenas um segundo estágio restante, reservado para a Artemis 4.
Testes com módulos lunares ainda indefinidos
Durante a Artemis 3, a cápsula Orion deve acoplar aos protótipos dos módulos Starship (SpaceX) e/ou Blue Moon Mk. 2 (Blue Origin). Ambos permanecem em desenvolvimento inicial e não há garantia de que astronautas entrarão nessas naves; nem mesmo a presença de sistemas de suporte de vida provisórios está confirmada.
China avança de forma constante
A China enviou seu primeiro taikonauta ao espaço em 2003 e estabeleceu em 2004 um plano para operar uma estação espacial até 2020 e pousar astronautas na Lua em 2030. A estação Tiangong foi concluída em 2021 e o país acumulou feitos robóticos marcantes, como o primeiro pouso no hemisfério afastado lunar e missões de coleta e retorno de amostras.
Imagem: Internet
Com menor gasto total e metas estáveis, Pequim mantém o prazo de colocar “botas no solo” até o fim da década.
No cenário atual, os EUA correm para cumprir seus objetivos com recursos limitados, enquanto a China segue em ritmo constante, aproximando-se da etapa final do projeto lunar.
Com informações de Folha de S.Paulo





