Nutricionistas e órgãos de saúde destacam a sardinha, inclusive a versão em lata encontrada nos supermercados, como uma das opções mais completas e econômicas para quem busca melhorar a alimentação diária. Segundo os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), apenas uma lata é capaz de suprir a necessidade diária de ômega-3, gordura essencial para cérebro, coração e visão.
1. Fonte concentrada de ômega-3
O peixe fornece diretamente os ácidos graxos EPA e DHA, formas mais aproveitáveis pelo organismo do que o ALA presente em vegetais. De acordo com o professor Jorge Monserrate, da Faculdade Miami-Dade (EUA), essas gorduras ajudam a reduzir triglicerídeos e podem contribuir para a prevenção de doenças cardíacas, Alzheimer, degeneração macular e alguns tipos de câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Associação Americana do Coração recomendam duas porções semanais de peixes gordurosos; a sardinha é listada entre as alternativas mais indicadas.
2. Proteína de alta qualidade com poucas calorias
Uma lata de sardinha em azeite de oliva oferece cerca de 22,6 gramas de proteína e aproximadamente 200 calorias, além de vitaminas e minerais. Monserrate observa que a proteína do pescado vem acompanhada de baixo teor de gordura saturada e preço inferior ao de outras carnes. Ele ressalta, porém, a necessidade de verificar o teor de sódio presente nos enlatados.
3. Cálcio, magnésio e vitamina D em destaque
Por serem consumidas com as espinhas, as sardinhas oferecem 330 a 350 mg de cálcio por lata — quantidade superior à de um copo de leite — e 30 a 45 mg de magnésio. O peixe ainda concentra vitamina D, fundamental para a absorção de cálcio e fósforo, e cobre 343% da ingestão diária recomendada de vitamina B12. Aminoácidos como taurina e arginina reforçam a proteção cardiovascular. Outro ponto positivo é o baixo teor de mercúrio, já que o animal ocupa posição inferior na cadeia alimentar marinha.
Imagem: que comer sardinha faz b para a saúde
Para aproveitar todos esses nutrientes, Monserrate sugere o consumo de até três latas por semana. Ele admite que o sabor forte pode causar estranhamento inicial, mas defende que o paladar tende a se adaptar com o tempo e que diferentes formas de preparo — direto da lata ou rapidamente refogada em azeite — ajudam na aceitação.
Com informações de Folha de S.Paulo





