A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu, nesta sexta-feira (21), suspender a medida cautelar que havia sido imposta à Hapvida Assistência Médica S.A. A decisão foi resultado de uma reunião entre a Diretoria Colegiada da ANS e representantes da operadora, realizada no Rio de Janeiro, para discutir o anúncio que poderia impactar aproximadamente 947 mil beneficiários.
Durante o encontro, o vice-presidente de Relações Institucionais da Hapvida, Gustavo Ribeiro, e o CEO do grupo, Lucas Adib, esclareceram que as medidas anunciadas se aplicam exclusivamente a contratos coletivos firmados com grandes grupos empresariais.
Conforme as informações apresentadas pela Hapvida, contratos individuais, coletivos por adesão e contratos de pequenas e médias empresas não estão incluídos nas mudanças. Os dados discutidos na reunião serão formalmente enviados à ANS para análise posterior.
Com base nas informações recebidas, a ANS decidiu instaurar um monitoramento regulatório para acompanhar a implementação das medidas propostas pela operadora, visando proteger os consumidores de planos de saúde afetados.
O diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, destacou que a medida cautelar inicial foi adotada para prevenir possíveis danos a um grande número de consumidores enquanto a agência aguardava esclarecimentos da operadora. Damous ressaltou a importância da atuação preventiva da ANS, afirmando que o regulador não pode esperar que problemas surjam para agir.
Com a revogação da medida cautelar, a ANS informou que, neste momento, não há restrições para que a Hapvida prossiga com a negociação de reajustes dos contratos coletivos mencionados.






