Hobbies compartilhados aproximam mães e filhos e ajudam a manter vínculo, apontam psicólogas

Mães e filhos que dedicam parte do tempo livre a atividades em comum fortalecem a relação familiar de forma prazerosa, afirmam as psicólogas Maria Tereza Maldonado e Cláudia Costa Magalhães. Caminhadas, viagens, prática de esportes ou simplesmente cozinhar juntos são alguns exemplos de programas citados pelas especialistas como caminhos para criar ou reforçar laços afetivos.

Exemplos de proximidade

A criadora de conteúdo Mariana Amaral, 32, e a mãe, a aposentada Ivani Amaral, 56, mantêm o hábito de se encontrar todos os fins de semana, mesmo morando em casas separadas há sete anos. O roteiro favorito inclui caminhada no parque e visita a um novo café. Segundo elas, a rotina ameniza a distância e garante um convívio constante.

Mariana deixou Monte Mor (SP) em 2019 para trabalhar na capital paulista e percorria 90 quilômetros até Campinas para rever os pais. Hoje, de volta ao interior, vive a 30 minutos da família e considera “sagrado” reservar ao menos um dia por semana para ficar com eles. Já Ivani diz que planejar os encontros “faz a vida ficar mais leve” e ameniza o silêncio da casa depois que a filha saiu.

Para a psicóloga Cláudia Costa Magalhães, compartilhar um hobby tira a relação do campo da obrigação de cuidado e a leva para um espaço de bem-estar mútuo, algo ainda mais valioso quando os pais envelhecem. Maria Tereza Maldonado acrescenta que interesses comuns ajudam mães e filhos a atravessar a síndrome do ninho vazio.

Viagens que unem

A psicóloga clínica e hospitalar Maria Alice Lustosa, 73, “plantou” o gosto por viagens no filho único, o consultor Bruno Lustosa, 41, desde a infância. Mesmo quando ele estudou nos Estados Unidos por dez anos, a mãe visitava o filho duas vezes por ano e, juntos, exploravam novos destinos.

Hoje, morando a 20 minutos um do outro na zona sul de São Paulo, eles mantêm a tradição: saem para comer, cozinham em casa e, todas as sextas-feiras, dividem uma pizza. Também gostam de passear com seus cachorros. “Combinar um jantar é mais fácil do que ficar apenas no telefone”, diz Bruno.

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Imagem: Internet

Atividade deve ser prazerosa para ambos

Segundo as terapeutas, qualquer prática que gere satisfação para as duas partes pode servir como elo: esportes, trilhas, montagem de quebra-cabeças ou criação de álbuns de fotos. O importante, destacam, é manter uma frequência e priorizar encontros presenciais quando possível.

As especialistas ressaltam que iniciar um hobby compartilhado é viável em qualquer fase da vida e também pode ajudar a reconstruir relações abaladas. “Nunca é tarde para construir uma relação significativa”, lembra Maria Tereza Maldonado.

Com informações de Folha de S.Paulo

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