Governo entrega veículos em Campinas para reforçar acesso a serviços do SUS

O governo federal repassou, neste sábado (9), em Campinas (SP), 35 veículos do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, iniciativa que busca facilitar o acesso da população a serviços especializados do Sistema Único de Saúde (SUS).

A remessa inclui 12 micro-ônibus destinados ao Transporte Fora de Domicílio (TFD), 20 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) 192 e três Unidades Odontológicas Móveis. Ao todo, 32 municípios paulistas serão contemplados, com investimento de R$ 14,4 milhões proveniente do Novo PAC Saúde.

“Além dos micro-ônibus, estamos colocando em operação clínicas odontológicas móveis que chegam a áreas rurais, distritos, escolas e igrejas, além de reforçar a frota do Samu”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a cerimônia.

Segundo o ministro, após seis anos sem renovação de frota, mais de 3 mil ambulâncias foram entregues em todo o país desde 2023. Somente em abril, o estado de São Paulo recebeu outros 30 micro-ônibus; com a nova entrega, o total chega a 145 veículos destinados ao território paulista.

No âmbito nacional, o programa prevê a distribuição de 3,3 mil veículos, com orçamento de R$ 1,4 bilhão.

Vacinação de gestantes

Durante a visita a Campinas, Padilha também vacinou gestantes contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por bronquiolite em bebês. Conforme a pasta, a meta de imunizar 1 milhão de grávidas até o Dia das Mães foi alcançada nesta semana.

Disponibilizada gratuitamente pelo SUS desde 2025, a vacina custa cerca de R$ 1,5 mil na rede privada. Dados do Ministério da Saúde indicam queda de 52% nas internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR entre 1.º de janeiro e 18 de abril de 2026, em comparação com o mesmo intervalo de 2023 — de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos diminuíram 63%, passando de 72 para 27 registros.

A imunização estimula a produção de anticorpos na mãe, que são transferidos ao bebê durante a gestação. Estudos clínicos apontam eficácia de 81,8% na prevenção de formas graves da doença nos primeiros 90 dias de vida.

Com informações de Agência Brasil

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