A história da “Amarelinha”, como ficou conhecida a camisa amarela da Seleção Brasileira, é o eixo da mostra que o Museu do Futebol, em São Paulo, abre ao público nesta sexta-feira (22). A exposição reúne 18 uniformes usados em Copas do Mundo entre 1958 e 2022 e permanece em cartaz até 6 de setembro.
Do branco ao amarelo
A mudança de cor do uniforme principal da equipe nacional aconteceu depois da derrota para o Uruguai por 2 a 1, em 16 de julho de 1950, no Maracanã — episódio lembrado como Maracanazo. Na ocasião, o Brasil jogava de branco. Para levantar a autoestima do torcedor, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) e o jornal Correio da Manhã lançaram um concurso nacional que exigia o uso das quatro cores da bandeira.
O vencedor foi Aldyr Schlee, então com 19 anos. O desenhista gaúcho apresentou cem esboços até chegar ao modelo final: camisa amarela com gola e punhos verdes, calção azul e meiões brancos. A estreia oficial ocorreu em 28 de fevereiro de 1954, na vitória de 2 a 0 sobre o Chile, pelas eliminatórias da Copa da Suíça.
Peças raras em exibição
Intitulada “Amarelinha”, a mostra exibe peças cedidas por cinco colecionadores particulares e está dividida em três blocos: “Antes da Amarelinha”, “Camisa: vestimenta, expressão, documento” e “Seleções e Copas”. Entre os destaques estão a camisa usada por Pelé na final da Copa de 1970, além de uniformes de Sócrates, Rivellino, Ronaldo e Vini Jr.
O curador Marcelo Duarte lembra que o novo uniforme foi rapidamente associado à sorte em campo. “Em 1962, fomos campeões de novo usando a Amarelinha”, disse. Ele observa ainda que a peça extrapolou o esporte e virou símbolo de brasilidade e moda.
Do algodão à alta tecnologia
Segundo a diretora técnica do museu, Marília Bonas, o visitante pode acompanhar a evolução dos materiais utilizados. “A camisa de algodão, que absorvia água e ficava pesada na chuva, foi substituída por versões tecnológicas, muitas vezes desenhadas para uso único”, explicou.
Imagem: Internet
Patrimônio mundial do futebol
Campeão mundial em 1994, o ex-volante Mauro Silva destacou o alcance internacional do uniforme. “Essa camisa é patrimônio não só do futebol brasileiro, mas do mundo”, afirmou. Ele espera que a atual seleção “honre esse legado” na próxima Copa.
Serviço
O Museu do Futebol funciona no Estádio do Pacaembu, na capital paulista. Os ingressos custam R$ 24, com entrada franca às terças-feiras. Informações adicionais estão disponíveis no site museudofutebol.org.br.
Com informações de Agência Brasil





