Empresa dos EUA faz 26 pintinhos nascerem em ovo artificial e dá passo para trazer moa de volta

A Colossal Biosciences, sediada em Dallas (EUA), anunciou ter conseguido fazer 26 pintinhos saudáveis nascerem em um módulo de ovo artificial desenvolvido pela própria companhia, considerado um avanço crucial na tentativa de recriar o moa-gigante-da-ilha-sul (Dinornis robustus), ave neozelandesa que não voava e desapareceu há cerca de 500 anos.

Segundo o diretor-executivo e cofundador Ben Lamm, os filhotes eclodiram na sede da empresa e estão sendo acompanhados enquanto crescem. O tempo entre a transferência do embrião para a plataforma e a eclosão foi de aproximadamente 21 dias, período normal para galinhas.

Como é o ovo artificial

O dispositivo utiliza uma membrana bioengenheirada de silicone instalada em uma estrutura rígida. Essa membrana substitui a casca natural, regulando a troca gasosa e a umidade necessárias ao embrião em desenvolvimento. O sistema também mantém a temperatura estável e fornece suplementação, como cálcio durante a formação óssea, permitindo aos pesquisadores monitorar o progresso em tempo real.

Implicações para o moa

Como não existe uma ave viva grande o suficiente para botar um ovo de moa — cerca de oito vezes maior que o de um emu — a plataforma foi projetada para funcionar como “barriga de aluguel”. O moa chegava a 3,6 m de altura, o dobro de um emu, seu parente mais próximo existente.

A empresa afirma que, além do moa, trabalha para ressuscitar outras cinco espécies extintas, entre elas o dodô. Em 2025, a Colossal divulgou ter criado embriões do lobo terrível (Aenocyon dirus) a partir de células de lobo-cinzento (Canis lupus) editadas geneticamente.

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Imagem: Internet

De acordo com Lamm, o projeto do moa está atualmente na fase de sequenciamento genômico. A equipe já identificou múltiplas fontes de DNA antigo, incluindo amostras do moa-gigante-da-ilha-sul, e trabalha para reconstruir um genoma completo e inserir as características da espécie em parentes vivos, como o emu.

Além da proposta de “desextinção”, a Colossal acredita que a tecnologia de ovos artificiais possa ser aplicada na conservação de aves ameaçadas, oferecendo uma alternativa quando não há mães de aluguel adequadas.

Com informações de Folha de S.Paulo

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