Objeto dourado encontrado a 3,2 km de profundidade é parte de anêmona-do-mar

Pesquisadores da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmaram que a “esfera dourada” localizada em agosto de 2023, a 3,2 quilômetros de profundidade próximo à costa sul do Alasca, é um fragmento da anêmona-do-mar Relicanthus daphneae.

O achado ocorreu durante uma expedição de três semanas conduzida pelo programa NOAA Ocean Exploration. A bordo de um navio, a equipe controlava remotamente um veículo submersível encarregado de coletar amostras de organismos das grandes profundezas. No sétimo mergulho, o robô percorreu montanhas submarinas quando a formação dourada, lisa e reluzente, foi notada presa a uma rocha ao lado de esponjas brancas.

Curiosos, os cientistas aproximaram o braço mecânico do robô e arranharam a superfície do objeto, constatando que era macio e levemente escamoso. Como a rocha onde estava fixado era grande demais para ser retirada, o material — com cerca de dez centímetros de diâmetro — foi sugado por um tubo de sucção para posterior análise em laboratório.

Na ocasião, não se soube se se tratava de uma espécie nova ou de um estágio de desenvolvimento desconhecido de um animal já catalogado. “O fundo do mar não é maravilhosamente estranho?”, comentou na época Sam Candio, cientista da NOAA que participou da missão.

Sequenciamento genético esclarece a origem

Meses depois, especialistas da NOAA, do Instituto Smithsonian, do Museu Americano de História Natural e de várias universidades submeteram a amostra a sequenciamento de DNA. O resultado, divulgado em 21 de março, apontou para a anêmona-do-mar Relicanthus daphneae, espécie de tentáculos geralmente roxos, rosados ou vermelhos, encontrada em zonas abissais ao redor do planeta.

Objeto dourado encontrado a 3,2 km de profundidade é parte de anêmona-do-mar - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Segundo o relatório, o fragmento dourado faz parte da base — chamada cutícula — sobre a qual a anêmona se apoia. Fotografias de outros exemplares revelaram que a cutícula pode permanecer fixada à rocha quando o animal se desloca, explicando a presença isolada do material.

“É por isso que continuamos explorando, para desvendar os segredos das profundezas”, declarou William Mowitt, diretor interino da NOAA Ocean Exploration.

Com informações de Folha de S.Paulo

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