Pesquisadores usam LiDAR para estimar carbono de árvores urbanas em Minas Gerais

Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA), no sul de Minas Gerais, desenvolveram um método para medir biomassa e carbono de árvores urbanas com o auxílio de sensores LiDAR instalados em drones. O trabalho, liderado pela mestranda em ecologia aplicada Luana Costa, busca preencher lacunas de informação sobre a chamada “floresta urbana”, composta por parques, quintais, jardins e árvores isoladas em áreas residenciais.

O LiDAR (Light Detection and Ranging) emite pulsos de laser que retornam ao sensor após atingir uma superfície, gerando uma nuvem de pontos tridimensional. A partir desses dados, a equipe calculou altura total e área da copa de cada árvore, parâmetros usados em novas equações para estimar estoque de biomassa e carbono.

Dois cenários analisados

Foram avaliados dois ambientes contrastantes: um fragmento de floresta tropical e uma zona urbana com espécimes isolados. Segundo os autores, árvores em praças ou calçadas crescem de modo distinto das que se desenvolvem em florestas contínuas, motivo pelo qual modelos tradicionais — baseados em medições de tronco — não se ajustam ao contexto urbano.

Os resultados indicaram que as equações criadas apresentam desempenho semelhante ao de fórmulas consolidadas na literatura científica, mas dispensam a medição individual de cada árvore em campo. Um único sobrevoo permite avaliar centenas de plantas de forma rápida e não destrutiva.

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Imagem: Internet

Aplicações práticas

Com modelos específicos para áreas urbanas, os pesquisadores afirmam ser possível mapear estoques de carbono em cidades, identificar bairros com déficit de arborização e acompanhar, ao longo do tempo, se a cobertura verde está aumentando. O levantamento também pode orientar políticas públicas de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, já que árvores urbanas ajudam a regular a temperatura e a qualidade do ar.

Com informações de Folha de S.Paulo

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