A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou neste sábado (9) todas as pessoas a bordo do cruzeiro MV Hondius como contatos de alto risco após a confirmação de casos de hantavírus. O monitoramento deve durar 42 dias, informou a diretora de preparação e prevenção de epidemias da entidade, Maria Van Kerkhove.
Segundo Van Kerkhove, a recomendação vale para passageiros e tripulantes que desembarcarem. Apesar da medida, a OMS avalia que o risco para a população em geral permanece baixo, inclusive nas Ilhas Canárias, onde o navio deve atracar neste domingo (10).
Chegada às Canárias
A ministra espanhola da Saúde, Mónica García, afirmou que o MV Hondius tem previsão de chegada entre 4h e 6h no horário local (0h e 2h em Brasília). A operação de desembarque ocorrerá no porto industrial de Granadilla de Abona, sob coordenação do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Autoridades regionais das Canárias contestaram a atracação, mas o governo espanhol decidiu oferecer porto seguro após pedido da OMS. O navio ficará ancorado próximo à costa antes da remoção gradual dos ocupantes.
Casos confirmados e vítimas
O último boletim da OMS, divulgado na sexta-feira (8), registra seis casos confirmados entre oito suspeitos. Três pessoas — um casal holandês e uma passageira alemã — morreram em decorrência da infecção. Não há vacina ou tratamento específico para o hantavírus, que pode causar síndrome respiratória aguda.
Na quarta-feira (6), três pessoas já haviam desembarcado em Cabo Verde. Dois tripulantes testaram positivo e foram transferidos, juntamente com outro passageiro suspeito, para os Países Baixos. A operadora Oceanwide Expeditions declarou que não há mais indivíduos sintomáticos a bordo.
Imagem: Internet
Reações locais
Moradores de Granadilla de Abona demonstraram apreensão com a chegada do navio, relatou a AFP. Alguns destacaram o aumento de jornalistas na região, mas afirmaram não notar pânico generalizado.
Tedros publicou carta aberta dirigida à população das Canárias, reiterando que “não se trata de outra Covid” e reforçando a avaliação de risco baixo para a comunidade local, apesar da gravidade da cepa detectada no navio.
Com informações de Folha de S.Paulo





