Autoridade considera improvável origem do surto de hantavírus em Ushuaia

O diretor de Epidemiologia e Saúde Ambiental da província argentina da Terra do Fogo, Juan Petrina, afirmou nesta segunda-feira (data da publicação) que é “muito improvável” que o surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius tenha começado em Ushuaia.

A embarcação, que deixou o porto da capital foiguina em 1º de abril às 14h30 (horário de Brasília) rumo a ilhas remotas do Atlântico, transporta 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades. Três mortes já foram confirmadas, e o navio permanece em alerta sanitário enquanto está ancorado em Cabo Verde.

Petrina explicou que não há registro de hantavirose na Terra do Fogo porque o rato colilongo — principal transmissor do vírus no país — não habita a região. “Para suspeitar de fonte local, precisaríamos ter casos na província, o que não acontece”, ressaltou.

Segundo o diretor, todos os controles sanitários exigidos para cruzeiros foram realizados antes da partida do Hondius. O capitão e o médico da embarcação apresentaram relatórios sobre o estado de saúde de passageiros e tripulação, e a área de Sanidade de Fronteira, ligada ao governo federal, realizou inspeções próprias.

O navio também passou por auditorias externas do seu plano de controle de roedores, sem apontar irregularidades. “Foram instalados cabos de amarração com discos antirroedores”, detalhou Petrina, que minimizou a possibilidade de contágio por alimentos ou por pessoas que tiveram contato com o cruzeiro no porto.

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Imagem: Internet

Dados do Ministério da Saúde da província indicam que a zona endêmica de hantavírus no sul da Argentina engloba principalmente as províncias de Neuquén, Río Negro e Chubut. Desde janeiro de 2026, o país registrou 32 casos da doença, nenhum deles na Terra do Fogo.

O MV Hondius segue monitorado por autoridades sanitárias enquanto procede com seu itinerário, e investigações internacionais buscam esclarecer em que ponto da viagem ocorreu o contágio.

Com informações de Folha de S.Paulo

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