Cruzeiro com surto de hantavírus permanece ancorado em Cabo Verde; três mortes confirmadas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou, na segunda-feira (4), dois casos de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, além de outras cinco suspeitas em investigação. A embarcação, operada pela Oceanwide Expeditions e com 149 passageiros de 23 nacionalidades, segue ancorada na costa de Cabo Verde aguardando autorização para desembarque. Não há brasileiros entre os viajantes.

Mortes registradas

Três óbitos ligados ao surto já foram relatados:

1ª morte – Um holandês de 70 anos apresentou febre, dor de cabeça e diarreia leve em 6 de abril. O quadro evoluiu para dificuldade respiratória e resultou em morte em 11 de abril. O corpo foi retirado do navio em Santa Helena em 24 de abril.

2ª morte – Esposa da primeira vítima, uma holandesa de 69 anos ficou doente no navio, desembarcou em Santa Helena e foi transferida de avião para Joanesburgo em 25 de abril. Ela desmaiou no aeroporto sul-africano e morreu em um hospital próximo em 26 de abril.

3ª morte – Uma passageira alemã morreu a bordo em 2 de maio, após cinco dias de sintomas compatíveis com hantavirose.

Casos sob avaliação

• Um britânico adoecido depois da escala em Santa Helena desembarcou na Ilha de Ascensão e foi levado à África do Sul em 27 de abril, onde permanece isolado em UTI.

• Outros três viajantes continuam no Hondius com febre e/ou manifestações gastrointestinais. Equipes de saúde cabo-verdianas coletam amostras para exames.

Possível origem da infecção

Segundo a OMS, a principal hipótese é que o casal holandês tenha contraído o hantavírus antes do embarque, possivelmente durante atividades ao ar livre como observação de aves. A transmissão aos demais passageiros teria ocorrido já dentro do navio.

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Imagem: Internet

Destino indefinido

Apesar de a OMS ter informado inicialmente que a Espanha receberia o cruzeiro, Madri declarou que só tomará decisão após analisar dados epidemiológicos colhidos em Cabo Verde. O vice-presidente das Ilhas Canárias, Manuel Domínguez, disse nesta terça (5) que seria “melhor” que o navio atracasse no território continental espanhol, caso precise entrar no país.

Tripulantes doentes

A operadora do Hondius solicitou sinal verde para desembarcar dois tripulantes com sintomas respiratórios agudos. As autoridades holandesas se ofereceram para coordenar o repatriamento, mas a medida depende de aval do governo cabo-verdiano.

Até a noite desta terça-feira, o MV Hondius permanecia ancorado próximo a Praia, capital de Cabo Verde, sem data definida para atracação em outro porto.

Com informações de Folha de S.Paulo

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