Doença mão-pé-boca: o que é, como se transmite e quais os cuidados

A doença mão-pé-boca (MPB) é uma infecção viral altamente contagiosa que atinge, sobretudo, crianças com menos de cinco anos. Causada por enterovírus — principalmente o Coxsackie —, a síndrome provoca febre alta, dor de garganta e lesões em forma de vesículas na boca, nas mãos e nos pés.

Transmissão rápida

O vírus se espalha pelo contato com secreções respiratórias (saliva, tosse, espirros) e resíduos fecais. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a pessoa infectada começa a transmitir o agente antes mesmo de apresentar sintomas e pode continuar eliminando o vírus pelas fezes por semanas.

Sintomas mais comuns

Entre os sinais frequentes estão febre, dor na garganta e bolhas dolorosas na mucosa bucal, na língua, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Nas redes sociais, adultos relatam quadros de descamação intensa e até perda de unhas. Outro sintoma possível é a onicomadese (descolamento da unha a partir da base), que surge de três a oito semanas após a fase aguda e costuma se resolver em cerca de dois meses.

Casos graves são raros

Episódios mais severos são incomuns, mas já foram descritos surtos na Ásia, sobretudo envolvendo a cepa EV71, em que o vírus alcançou o sistema nervoso central, causando encefalite, alterações cardíacas e edema pulmonar.

Diagnóstico

Hoje o reconhecimento da MPB pode ser confirmado por PCR em secreções respiratórias ou fezes. Exames de sangue também identificam infecções prévias pelo Coxsackie.

Tratamento

Não há antivirais específicos. A doença é, na maior parte dos casos, benigna e autolimitada, durando de sete a dez dias. O manejo inclui controle de febre, alívio da dor e higiene das lesões para evitar contaminações. Internação só é indicada quando surgem complicações neurológicas ou de hidratação, o que é raro.

Doença mão-pé-boca: o que é, como se transmite e quais os cuidados - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Prevenção

Medidas básicas de higiene ajudam a frear o contágio: lavar as mãos após ir ao banheiro ou trocar fraldas, higienizar brinquedos e evitar beijar crianças na boca. A SBP recomenda manter em casa estudantes com sintomas; dois ou mais casos relacionados devem ser informados às autoridades como surto, embora a MPB não seja de notificação compulsória.

Relato de quem já enfrentou a doença

A autônoma Viviane Rodrigues, 37, viu a filha Ester, 3, sofrer com a infecção após contato com outra criança da família. “Houve noites em que chorávamos juntos pela dor que ela sentia”, conta. A menina apresentou febre alta e lesões intensas na garganta, o que dificultou a alimentação e a hidratação.

A doença costuma ocorrer apenas uma vez de forma mais intensa. Segundo o pediatra e infectologista Marcos Junqueira do Lago, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), reinfecções são raras e, quando acontecem, tendem a ser mais brandas.

Com informações de Folha de S.Paulo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Categorias

Mais destaques

Posts relacionados