Seguir um cardápio equilibrado é considerado um dos passos mais importantes para controlar a pressão arterial. De acordo com o nutricionista Matheus Motta, frutas, legumes e grãos integrais formam a base de uma dieta voltada a pessoas com hipertensão arterial sistêmica.
O que colocar no prato
Frutas cítricas – Acerola, laranja, goiaba e limão concentram vitamina C, nutriente que contribui para o bom funcionamento do organismo e auxilia na regulação da pressão.
Fontes de vitamina A – Manga, melancia, mamão, cenoura, abóbora, couve e espinafre contêm betacarotenos, substâncias antioxidantes que favorecem a circulação sanguínea.
Peixes oleosos – Atum, sardinha e salmão oferecem ômega-3, gordura que ajuda a reduzir processos inflamatórios e protege o sistema cardiovascular.
Nozes, castanhas, abacate e azeite – Ricos em gorduras insaturadas, elevam o HDL (colesterol “bom”) e atuam como barreira contra doenças cardíacas. Apesar dos benefícios, o consumo deve ser moderado.
Para temperar, Motta recomenda limitar o sal de cozinha e apostar em ervas frescas ou secas, como alho, cebola, salsa, alecrim, orégano e manjericão.
O que evitar
Ultraprocessados – Embutidos, salgadinhos e refeições prontas concentram grandes quantidades de sódio, açúcares e gorduras trans, potencializando a inflamação e o risco de picos de pressão.
Frituras – Alimentos imersos em óleo acumulam gordura saturada, elevando o LDL (colesterol “ruim”) e favorecendo o entupimento de artérias. A orientação é substituir pelo forno ou pela air fryer.
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Carne vermelha – Não está proibida, mas deve ser ingerida com parcimônia. Cortes magros de frango apresentam, em média, de 30% a 40% menos gordura e 15% menos calorias, segundo o especialista.
Sal – Hipertensos devem procurar rótulos com “baixo teor de sódio” (até 140 mg por porção) e limitar o consumo diário a 2 g, o equivalente a aproximadamente uma colher de chá de sal.
Óleo de coco – Por ser fonte de gordura saturada, o consumo excessivo pode aumentar o risco de problemas cardíacos.
Açúcar – A ingestão frequente favorece o ganho de peso, condição que pode desencadear hipertensão, diabetes e alterações no colesterol.
Além dessas orientações, Motta reforça a importância de priorizar laticínios desnatados, carnes magras, sementes ricas em ômega-3 (linhaça, chia, amendoim) e cereais integrais, como arroz, pão, aveia e macarrão.
Com informações de Terra





