União banca plano do Wellhub e libera acesso gratuito a academias para servidores de 11 órgãos

Servidores de 11 órgãos federais já podem frequentar academias e outros serviços de bem-estar sem pagar nada até o plano Silver do Wellhub, que custa R$ 149,99 por mês. O benefício é subsidiado pelo governo federal e, em 2025, soma gasto previsto de R$ 2 milhões no Orçamento da União.

No setor privado, funcionários costumam arcar integralmente com as mensalidades da plataforma, que partem de R$ 39,90. Entre os servidores, a despesa é zerada até o plano Silver. A partir dessa categoria, a administração pública cobre parte do valor — no início de 2025, o plano Gold, de R$ 289,90, saía por R$ 150 ao empregado público.

Expansão em estudo

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) avalia ampliar o chamado “vale-academia” para servidores de outros 12 ministérios, entre eles Fazenda, Planejamento e Gestão. Caso a proposta avance, a projeção é desembolsar R$ 3,4 milhões em dois anos.

Segundo estudo técnico em elaboração, a plataforma contratada deverá oferecer, no mínimo, duas modalidades de treino funcional (como Crossfit e HIIT), duas artes marciais, uma dança e uma atividade aquática.

Contratação sem licitação

O Wellhub é hoje contratado sem concorrência pública sob alegação de exclusividade no serviço. Em proposta ao MGI, a empresa afirma ser a única com acordos em vigor com administrações de diferentes níveis — prefeituras, governos estaduais, Assembleias Legislativas e tribunais.

O governo também analisa eventual acordo com a TotalPass, principal rival do Wellhub, mas técnicos avaliam que essa alternativa repassaria todo o custo ao servidor, reduzindo o incentivo à adesão.

Posicionamento oficial

Em nota, o MGI informou que não há licitação aberta, empresa escolhida nem definição de valores; as cifras em análise são referências preliminares.

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Imagem: Internet

Impacto e adesão

O Wellhub afirma que, embora servidores representem 32% dos empregos formais do país, eles correspondem a cerca de 4% de seus assinantes e check-ins no Brasil.

Exemplos de adoção do benefício se espalham por diferentes esferas:

  • Ilhéus (BA) – a prefeitura destinou R$ 402 mil ao programa, válido de dezembro de 2024 a dezembro de 2025;
  • Instituto Federal de Rondônia (IFRO) – subsidia planos de até R$ 190 e gastou R$ 282 mil em 2022; a direção relata maior adesão à atividade física e menos afastamentos por saúde;
  • Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) – responsável por R$ 500 mil dos R$ 2 milhões pagos pela União; o órgão cita queda de 51% nos afastamentos na sede em 2024.

De acordo com o estudo preliminar do MGI, a oferta do subsídio busca melhorar a qualidade de vida dos servidores e reduzir licenças médicas, objetivo que, para a equipe técnica, depende de equilíbrio entre o menor custo para o órgão e para o funcionário.

Com informações de Folha de S.Paulo

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