Passageiro do cruzeiro MV Hondius é internado com hantavírus em Zurique

Um passageiro do cruzeiro MV Hondius, foco de um alerta internacional por surto de hantavírus, foi diagnosticado com a doença e recebe atendimento no Hospital Universitário de Zurique (USZ), na Suíça. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (6) pelo Ministério da Saúde suíço.

De acordo com a pasta, o homem regressou de uma viagem pela América do Sul no fim de abril acompanhado da esposa, após participação no cruzeiro em que foram relatados casos da infecção. Ele notou os sintomas somente após desembarcar, procurou atendimento médico e foi encaminhado ao USZ para exames detalhados.

O Hospital Universitário de Genebra (HUG) confirmou o resultado positivo na terça-feira (5). A unidade identificou a cepa Andes, única variante do hantavírus conhecida por permitir transmissão entre pessoas. O ministério destacou, porém, que essa forma de contágio exige contato muito próximo e avaliou como “improvável” o aparecimento de novos casos no país. A esposa do paciente não apresenta sintomas, mas permanece em autoisolamento preventivo.

Com o novo registro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) contabiliza três infecções confirmadas relacionadas ao navio e cinco suspeitas. Esses números podem mudar conforme forem concluídos os testes em andamento.

Também nesta quarta, três passageiros — um holandês, um britânico e uma alemã — foram retirados do MV Hondius, que segue ancorado ao largo de Cabo Verde, para hospitais especializados na Europa. Dois deles apresentam sintomas; a alemã, assintomática, teve contato com outra passageira de mesma nacionalidade que morreu a bordo em 2 de maio.

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Imagem: Internet

O cruzeiro, de bandeira holandesa, deixou Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril com 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades; não há brasileiros entre eles. O primeiro óbito ocorreu em 11 de abril, quando um holandês de 70 anos morreu após apresentar sintomas no dia 6. Sua esposa, de 69, desembarcou em Santa Helena, foi transferida para Joanesburgo e faleceu em 26 de abril. A terceira morte foi registrada a bordo em 2 de maio.

Segundo a OMS, o casal holandês provavelmente contraiu o vírus antes do embarque, possivelmente durante atividades ao ar livre, com posterior transmissão a outros viajantes. A representante da organização na África do Sul, Shenaaz El-Halabi, afirmou à Reuters que o risco geral não mudou, pois o contágio mais comum continua ocorrendo por contato com roedores infectados e, entre humanos, requer proximidade “muito, muito estreita”.

Com informações de Folha de S.Paulo

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