Um médico norte-americano que contraiu ebola na República Democrática do Congo foi internado nesta quarta-feira (20) na unidade de isolamento do Hospital Universitário Charité, em Berlim. O profissional, ligado à organização missionária Serge Christian, foi levado à Alemanha a pedido das autoridades dos Estados Unidos, informou o Ministério da Saúde alemão.
O traslado partiu de Uganda em aeronave especialmente adaptada para casos altamente contagiosos. Ao chegar à capital alemã, o paciente seguiu em veículo equipado para transporte biológico, escoltado pela polícia até a ala separada do Charité dedicada a doenças infecciosas graves.
Família também isolada
Mais tarde, a esposa e os quatro filhos do médico foram levados para a mesma área de isolamento, também por solicitação do governo americano. O comunicado oficial não detalhou se algum deles apresenta sintomas.
Rede europeia em alerta
Segundo Satish Pillai, gerente da resposta ao ebola no Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, outras seis pessoas classificadas como “contatos de alto risco” organizam viagem para a Europa. Uma delas seguirá para a República Tcheca e as demais para a Alemanha, onde permanecerão em quarentena durante o período de monitoramento.
Surto de cepa rara
O atual surto na região leste do Congo é causado pela cepa Bundibugyo do vírus e já provocou 131 mortes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública internacional, e testes genéticos confirmaram que os exames disponíveis detectam essa variante.
Imagem: Internet
Restrições de viagem
Na segunda-feira (18), os Estados Unidos passaram a restringir a entrada de pessoas que tenham saído do Congo, de Uganda ou do Sudão do Sul, ou que tenham estado nesses países nos 21 dias anteriores. O CDC África criticou a medida, afirmando que barreiras de fronteira não resolvem o problema e podem aumentar o risco global. “A segurança sanitária mundial só será garantida com o controle agressivo do surto em sua origem”, declarou o diretor-geral do centro, Jean Kaseya.
O CDC norte-americano mantém escritórios com 30 funcionários no Congo e 100 em Uganda; esse país vizinho já registrou pelo menos dois casos confirmados.
Com informações de Folha de S.Paulo





