Dia Mundial da Hemofilia reforça necessidade de diagnóstico precoce

Nesta sexta-feira (17), o Dia Mundial da Hemofilia foi marcado por uma campanha da Federação Mundial da Hemofilia (WFH, na sigla em inglês) que enfatiza o diagnóstico como etapa fundamental para o cuidado adequado das pessoas com distúrbios hemorrágicos.

A entidade estima que mais de três quartos dos indivíduos com hemofilia em todo o planeta ainda não foram identificados, proporção que pode ser ainda maior em outras desordens de coagulação. Segundo a federação, essa lacuna mantém centenas de milhares de pessoas sem acesso a tratamento básico.

“Sem diagnóstico não há tratamento e, sem tratamento, não há progresso”, afirmou o presidente da WFH, Cesar Garrido, ao convocar a comunidade internacional a investir em serviços diagnósticos mais robustos.

O que é hemofilia

De acordo com o Ministério da Saúde, a hemofilia é uma condição genética rara que interfere na coagulação sanguínea em razão da deficiência de fatores responsáveis pela formação do coágulo. O problema provoca sangramentos em articulações (hemartroses) e músculos (hematomas).

Existem dois tipos da doença:

  • Hemofilia A – deficiência do Fator VIII;
  • Hemofilia B – deficiência do Fator IX.

A gravidade varia conforme a quantidade de fator no plasma:

  • Grave: menos de 1%;
  • Moderada: de 1% a 5%;
  • Leve: acima de 5%.

Em cerca de 70% dos casos, a hemofilia é hereditária, ligada ao cromossomo X, sendo mais frequente em homens. Casos em mulheres são raros, mas podem ocorrer, especialmente quando ambos os pais têm a mutação ou quando portadoras apresentam baixos níveis de fatores VIII ou IX.

Números no Brasil

Em 2024, o país registrou 14.202 pessoas com hemofilia, das quais 11.863 com hemofilia A e 2.339 com hemofilia B, segundo dados oficiais.

Produção nacional de medicamentos

No Brasil, a responsabilidade pela fabricação de hemoderivados distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), vinculada ao Ministério da Saúde. A unidade industrial, localizada em Goiana (PE), produz, entre outros itens, o Fator VIII de coagulação em versões plasmática e recombinante.

Em nota alusiva à data, a Hemobrás ressaltou que a produção interna garante fornecimento contínuo de insumos essenciais, contribuindo para que pacientes mantenham rotina ativa e qualidade de vida.

Com informações de Agência Brasil

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