Pessoas que restringem a alimentação tendem a passar mais tempo navegando por imagens e vídeos de comidas ricas em calorias nas redes sociais, mas acabam ingerindo menos quando têm o prato real à frente. A conclusão é de um estudo conduzido pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, que avaliou 840 voluntários com idades entre 19 e 77 anos.
Coordenada pela professora de marketing Esther Kang, a pesquisa combinou duas enquetes on-line e um experimento de laboratório para medir o impacto do conteúdo visual sobre o comportamento alimentar.
Chocolate no vídeo, consumo menor no prato
Em um dos testes, participantes assistiram a clipes curtos de sobremesas de chocolate, algumas altamente calóricas e outras com menor teor energético. Quem estava de dieta dedicou 30% mais tempo às opções mais indulgentes. No entanto, ao receber chocolate de verdade, ingeriu significativamente menos do que o grupo sem restrições alimentares.
Pizza, batata frita e autocontrole
Outro experimento mostrou vídeos intercalados de alimentos ultraprocessados — como pizza e batata frita — e lanches saudáveis. Os voluntários em dieta fixaram o olhar 50% mais tempo nos itens menos saudáveis, mas ainda assim demonstraram maior autocontrole quando tiveram acesso à comida real.
Imagens como ferramenta de autorregulação
Segundo Kang, tentar suprimir pensamentos sobre comida pode intensificar o desejo. “Nossas descobertas sugerem que o contato visual com alimentos pode funcionar como uma estratégia simples, não invasiva e gratuita para ajudar no controle da ingestão”, afirmou a pesquisadora.
Imagem: Internet
Os resultados indicam que, embora as imagens não substituam totalmente a vontade de comer, podem reduzir a probabilidade de excessos, sobretudo em um ambiente digital repleto desse tipo de conteúdo.
Com informações de Folha de S.Paulo





