Lula remove carcinoma basocelular do couro cabeludo e realiza infiltração no punho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou, na manhã desta sexta-feira (24), por um procedimento para retirada de um carcinoma basocelular localizado no couro cabeludo. A intervenção ocorreu no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e foi considerada simples, sem necessidade de repouso ou alterações na agenda presidencial.

Procedimentos realizados

Além da remoção da lesão cutânea, Lula recebeu uma infiltração no punho direito para tratar tendinite e aliviar dores no polegar. Segundo a Presidência da República, ambos os procedimentos são de baixa complexidade.

O que é o carcinoma basocelular

Classificado como o tipo mais comum e menos agressivo de câncer de pele, o carcinoma basocelular afeta as células da camada mais profunda da epiderme. De acordo com a dermatologista Carla Genevcius, a doença raramente provoca metástase, embora apresente agressividade local.

Fatores de risco e evolução

O tumor surge, principalmente, em áreas expostas ao sol, como cabeça e pescoço, aparecendo como pápulas peroladas, manchas avermelhadas ou feridas que não cicatrizam. A especialista explica que a exposição solar cumulativa, desde a infância, provoca mutações no DNA das células da pele, favorecendo o desenvolvimento da doença, que costuma manifestar-se na terceira idade.

Tratamento

O tratamento padrão é cirúrgico, com a retirada da lesão acompanhada de margem de segurança de pele saudável. Estudo global publicado em 2025 no JAMA Dermatology apontou aumento de 61,3% na incidência do carcinoma basocelular entre 1990 e 2021.

Lula remove carcinoma basocelular do couro cabeludo e realiza infiltração no punho - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Infiltração no punho

Para a tendinite, Lula recebeu infiltração composta, geralmente, por corticoides. Conforme o ortopedista José Zabeu, do Hospital Vera Cruz, o método é indicado quando repouso, fisioterapia e medicamentos orais não apresentam resultado satisfatório. A aplicação reduz a inflamação ao redor do tendão, permitindo retomada mais rápida da mobilidade.

Ambas as intervenções não exigem afastamento das atividades, e o presidente deve manter compromissos previstos.

Com informações de Folha de S.Paulo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Categorias

Mais destaques

Posts relacionados