Um comunicado conjunto dos governos do Brasil e da Alemanha, datado de 20 de abril, anunciou a intenção de repatriar o fóssil do dinossauro Irritator challengeri, atualmente sob guarda do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, no estado de Baden-Württemberg. O documento ressalta a “disposição” da instituição alemã em devolver o exemplar, retirado ilegalmente da Chapada do Araripe, no Ceará.
O esqueleto pertence a um espinossaurídeo carnívoro que viveu há cerca de 110 milhões de anos, no período Cretáceo, e mede aproximadamente 6,5 metros de comprimento. Descrito pela primeira vez em 1996, o crânio do animal foi adulterado por contrabandistas antes de chegar à Europa, o que motivou o nome científico — uma referência à “irritação” dos paleontólogos que constataram as alterações.
Embora o compromisso esteja firmado, ainda não há data definida para a entrega do fóssil ao Brasil. A expectativa é que, após o retorno, o exemplar seja incorporado ao acervo do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri (CE), que recentemente recebeu o Ubirajara jubatus, outro dinossauro cearense recuperado no exterior.
A negociação ocorre em meio a um movimento crescente de pesquisadores brasileiros para repatriar peças retiradas do país sem autorização. Cientistas como Aline Ghilardi, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e Juan Cisneros, da Universidade Federal do Piauí, vêm defendendo que o patrimônio paleontológico seja preservado no local de origem.
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Com informações de Folha de S.Paulo





