A bióloga e neurocientista Suzana Herculano-Houzel, professora da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, relatou em sua coluna que o jogo de tabuleiro Rummikub tem se mostrado um exercício eficaz para manter a mente ativa, sobretudo entre idosos.
Segundo a pesquisadora, o interesse pelo jogo surgiu após anos dedicados a modalidades como baralho, buraco e Monopoly. Ela conta que, ao apresentar o Rummikub — versão que utiliza peças coloridas em vez de cartas —, sua mãe, com mais de 80 anos, aprendeu rapidamente as regras e passou a praticar com entusiasmo ao lado do pai da colunista.
O Rummikub consiste em formar sequências numéricas ou trincas com as peças disponíveis, permitindo que cada participante reorganize as combinações já colocadas na mesa para encaixar as próprias. Herculano-Houzel descreve a dinâmica como um exercício de “flexibilidade mental”, que exige atenção constante, planejamento de jogadas, memória de trabalho e a realização de várias tarefas ao mesmo tempo.
A neurocientista observa que o jogo pode ser disputado por duas ou três pessoas, o que facilita a adesão em comparação a jogos de cartas que demandam grupos maiores. Para ela, o caráter dinâmico e comunitário do Rummikub torna a atividade atrativa e cognitivamente desafiadora para diferentes faixas etárias.
Imagem: Internet
Herculano-Houzel conclui que, em sua experiência familiar, o Rummikub tem servido não apenas como passatempo, mas também como ferramenta de estimulação do cérebro, especialmente benéfica para seus pais octogenários.
Com informações de Folha de S.Paulo





