A sonda Psyche, da agência espacial norte-americana (Nasa), passou a apenas 4.609 km de Marte na sexta-feira (15) e aproveitou a aproximação para fotografar o planeta vermelho e receber um empurrão gravitacional rumo ao asteroide homônimo.
As cinco imagens capturadas durante a manobra foram divulgadas na terça-feira (19). Duas mostram Marte parcialmente à sombra; outras duas destacam a superfície repleta de crateras, entre elas a de anel duplo Huygens; a quinta foto revela a calota polar sul. Segundo a equipe científica, as diferentes colorações refletem variações de poeira, areia e rochas na região registrada.
“Capturamos milhares de imagens da aproximação a Marte, bem como da superfície e da atmosfera do planeta”, afirmou Jim Bell, responsável pelo sistema de câmeras da missão na Universidade Estadual do Arizona.
O sobrevoo também alterou a trajetória da nave. De acordo com Don Han, chefe de navegação no Laboratório de Propulsão a Jato, Marte acrescentou 1.600 km/h à velocidade da espaçonave e mudou seu plano orbital em cerca de 1 grau em relação ao Sol, colocando a Psyche na rota definitiva até o asteroide.
Destino metálico
Lançada em outubro de 2023 — após adiamento da data original de 2022 —, a missão pretende chegar ao asteroide Psyche em 2029. Situado no cinturão entre Marte e Júpiter, o corpo celeste de 280 km de diâmetro foi identificado em 1852 pelo astrônomo italiano Annibale de Gasparis. Estima-se que de 30% a 60% de sua composição seja metálica, muito acima da média de outros asteroides.
Imagem: Internet
Para os pesquisadores, a elevada densidade sugere que o objeto pode ser o núcleo exposto de um antigo planetesimal, remanescente dos intensos choques que marcaram a formação do Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos. A cerca de três unidades astronômicas (450 milhões de quilômetros) do Sol, o asteroide é difícil de observar da Terra, e detalhes como sua forma exata só deverão ser esclarecidos quando a sonda chegar ao local.
Com informações de Folha de S.Paulo





