O 2º Seminário de Medicinas Ancestrais: Jurema começa no sábado, 23 de maio, no território Truká, zona rural de Orocó (PE), a 7 km da aldeia Tapera. O encontro pretende aproximar povos indígenas, lideranças de terreiros afro-brasileiros e pesquisadores interessados na jurema-preta (Mimosa tenuiflora), árvore da caatinga cuja raiz contém a substância psicodélica N,N-dimetiltriptamina (DMT).
Participação indígena e de terreiros
Cacique Yssô Truká e Edna Bezerra Pajeu (Edna Truká) recebem representantes dos povos Atikum, Fulni-ô, Pankará, Pankararé, Pankararu, Tremembé, Xucuru e do próprio povo Truká. Entre as casas de culto de matriz africana confirmadas estão a Casa de Jurema Mestre Zé da Pinga, de Arapiraca (AL), liderada por Pai Alex Gomes, e o Terreiro Aldeia Pena Branca, de Petrolina (PE), comandado por Pai João Bosco.
Presença acadêmica
Pesquisadores do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ICe-UFRN) voltam ao evento, entre eles Dráulio de Araújo e Fernanda Palhano, coordenadores do Projeto Dunas, que testa DMT inalável no tratamento da depressão. O grupo aguarda a liberação para importar a versão sintética do composto.
Também participam os antropólogos Rodrigo Grünewald, da Universidade Federal de Campina Grande, e Estêvão Palitot, da Universidade Federal da Paraíba, especialistas no estudo do Catimbó/Jurema.
Livro e inscrições
Durante o seminário será lançado o livro “Jurema: Ciências, Cuidados e Proteção”, organizado por Alexandre Franca Barreto, Edna Truká, Edivânia Granja e Yssô Truká. A obra de 282 páginas reúne debates do primeiro encontro, realizado há um ano.
Imagem: Internet
As inscrições para o seminário permanecem abertas até quinta-feira, 21 de maio, ao custo de R$ 250.
Com informações de Folha de S.Paulo





