O 2º Seminário de Medicinas Ancestrais: Jurema começa neste sábado (23) no território Truká, localizado no município de Orocó, sertão de Pernambuco. O encontro aproxima novamente representantes de povos indígenas, líderes de terreiros e pesquisadores que investigam os efeitos terapêuticos da Mimosa tenuiflora, conhecida como jurema-preta ou Jurema Sagrada.
Os anfitriões são o cacique Yssô Truká e Edna Bezerra Pajeu (Edna Truká), lideranças da aldeia Tapera. Além do povo Truká, participam membros dos povos Atikum, Fulni-ô, Pankará, Pankararé, Pankararu, Tremembé e Xucuru.
Entre os pesquisadores confirmados estão Dráulio de Araújo e Fernanda Palhano, do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ICe-UFRN). O grupo conduz, desde 2022, o Projeto Dunas, que testa a administração inalável de DMT ― substância psicodélica presente na raiz da jurema ― como tratamento para depressão. Atualmente, o estudo aguarda autorização final para importar a versão sintética do composto.
Também marcam presença os antropólogos Rodrigo Grünewald, da Universidade Federal de Campina Grande, e Estêvão Palitot, da Universidade Federal da Paraíba, ambos especialistas no Catimbó/Jurema. Do lado dos terreiros, estarão Pai Alex Gomes, da Casa de Jurema Mestre Zé da Pinga (Arapiraca-AL), e Pai João Bosco, do Terreiro Aldeia Pena Branca (Petrolina-PE).
Durante o evento será lançado o livro “Jurema: Ciências, Cuidados e Proteção”, organizado por Alexandre Franca Barreto, Edna Truká, Edivânia Granja e Yssô Truká. A obra de 282 páginas reúne as discussões do primeiro seminário, realizado há cerca de um ano, quando o debate sobre apropriação cultural esquentou, mas não impediu a continuidade do diálogo.
Imagem: Internet
As inscrições para o encontro seguem abertas até esta quinta-feira (21), ao custo de R$ 250.
Com informações de Folha de S.Paulo





