A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quarta-feira (20) que acompanha 597 casos suspeitos de ebola e 139 mortes também consideradas suspeitas decorrentes de surtos registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda.
Situação na República Democrática do Congo
Na RDC, 51 infecções foram confirmadas em duas províncias do norte. A própria agência das Nações Unidas ressalta que a extensão real do surto deve ser maior do que os dados oficiais demonstram.
Casos identificados em Uganda
Uganda confirmou dois pacientes na capital, Kampala, ambos procedentes da RDC. Um deles morreu; o outro, um cidadão norte-americano, foi transferido para a Alemanha para tratamento.
Alerta da OMS
Durante coletiva de imprensa, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que a presença de casos em áreas urbanas, inclusive entre profissionais de saúde, e o intenso deslocamento populacional na região podem elevar rapidamente o total de infecções e óbitos.
Ele lembrou que a província de Ituri, no leste da RDC, enfrenta conflitos armados desde o fim de 2025, com cerca de 100 mil pessoas deslocadas nos últimos dois meses, o que dificulta o controle da doença.
Vírus Bundibugyo sem vacina aprovada
Ambos os surtos são provocados pelo vírus Bundibugyo, para o qual não há vacina ou tratamento autorizado. Equipes da OMS estão em campo, apoiando os governos locais com pessoal, suprimentos e recursos financeiros.
Imagem: Internet
Como o surto começou
O alerta inicial foi emitido no início de maio, após mortes de origem desconhecida em Mongbwalu, província de Ituri. O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa analisou 13 amostras de sangue e confirmou a presença do vírus em oito delas.
No último dia 15, o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da RDC declarou o 17º surto de ebola no país. No mesmo período, o Ministério da Saúde de Uganda confirmou seu surto após a morte de um congolês em Kampala.
Em 16 de maio, a OMS classificou os episódios na RDC e em Uganda como emergência de saúde pública de importância internacional.
Com informações de Agência Brasil





