Governo Trump retira maconha medicinal da lista de drogas mais perigosas nos EUA

O governo dos Estados Unidos moveu a Cannabis medicinal do Schedule 1 para o Schedule 3 da legislação federal de controle de substâncias, decisão anunciada na quinta-feira, 23 de abril de 2026. A mudança, assinada pelo presidente Donald Trump, altera a classificação que, desde 1970, equiparava a planta a entorpecentes como heroína.

Na nova categoria, a droga continua sujeita a controle, porém deixa de ser considerada sem valor terapêutico e de alto potencial de abuso. A reclassificação vale somente para produtos vendidos com finalidade médica em estados que já regulamentam essa modalidade de comércio.

Principais efeitos imediatos

Isenções fiscais: empresas do setor passam a pleitear deduções tributárias federais antes inacessíveis.
Pesquisa científica: a aquisição de Cannabis para estudos fica menos arriscada para laboratórios instalados em unidades da federação onde o uso medicinal é legal.

Contexto estadual

Quarenta estados permitem a venda de maconha medicinal; outros oito autorizam óleos com baixo teor de THC. Apenas Idaho e Kansas mantêm veto total. A discrepância entre a proibição federal e a liberação local gerava entraves jurídicos e financeiros para o mercado, estimado em mais de US$ 40 bilhões em 2026.

Críticas

Organizações como a Smart Approaches to Marijuana, liderada por Kevin Sabet, afirmam que a medida favorece grandes companhias — apelidadas de “Big Weed” — sem ampliar direitos de consumo para adultos, segmento que permanece sob o Schedule 1 na maioria dos casos.

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Imagem: Internet

Psiquedélicos também avançam

Seis dias antes, no sábado, 18 de abril, Trump assinou norma que acelera o acesso a psicodélicos para tratamento de transtornos mentais, mas somente sob prescrição médica. A iniciativa provocou forte valorização nas ações de empresas do ramo, como Compass Pathways e AtaiBeckley, que chegaram a subir entre 30% e 50%

Com as duas decisões, a administração federal altera regras que vinham sendo contestadas por pesquisadores, pacientes e governadores, mas enfrenta resistência de alas ultraconservadoras do Partido Republicano.

Com informações de Folha de S.Paulo

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