Dia Nacional chama atenção para hipertensão, doença silenciosa e hereditária

Neste domingo, 26 de abril, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial reforça o alerta sobre uma enfermidade crônica que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), deixou de atingir apenas adultos e idosos e já provoca alterações na pressão arterial de adolescentes e crianças.

O que é hipertensão

O Ministério da Saúde define a hipertensão arterial — popularmente chamada de pressão alta — como a elevação persistente da pressão sanguínea nas artérias. O coração precisa bombear com mais força para distribuir o sangue, aumentando o risco de acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma, insuficiência renal e cardíaca.

A pasta estima que 90% dos casos têm origem hereditária, embora fatores comportamentais influenciem diretamente nos níveis de pressão.

Fatores que elevam a pressão

  • Tabagismo
  • Consumo de bebidas alcoólicas
  • Obesidade
  • Estresse
  • Alta ingestão de sal
  • Colesterol elevado
  • Sedentarismo

Novos parâmetros

Desde setembro do ano passado, a diretriz brasileira de manejo da pressão arterial, elaborada pelas sociedades de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão, passou a classificar a medição de 12 por 8 como pré-hipertensão. Agora, somente valores abaixo de 12 por 8 são considerados normais. Leituras iguais ou acima de 14 por 9 permanecem caracterizando hipertensão em estágios 1, 2 ou 3.

Sintomas

Na maioria das vezes, a doença é assintomática. Quando a pressão sobe muito, podem surgir dores no peito ou na cabeça, tontura, zumbido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.

Diagnóstico

Medir a pressão é a única forma de confirmar a hipertensão. O Ministério da Saúde recomenda aferição anual a partir dos 20 anos e, para quem tem histórico familiar, pelo menos duas vezes por ano.

Tratamento

A hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada. O Sistema Único de Saúde (SUS) distribui medicamentos em unidades básicas de saúde e no programa Farmácia Popular. Para retirar os remédios, o paciente deve apresentar documento com foto, CPF e receita válida por até 120 dias, seja ela emitida no SUS ou na rede privada.

Prevenção e controle

Além do tratamento medicamentoso, o ministério destaca mudanças no estilo de vida, como:

  • Manter peso adequado e adotar alimentação equilibrada
  • Reduzir o sal, utilizando outros temperos
  • Praticar atividade física regularmente
  • Reservar tempo para lazer
  • Parar de fumar
  • Moderar o consumo de álcool
  • Evitar alimentos gordurosos
  • Controlar o diabetes

A adoção desses hábitos, segundo especialistas, ajuda a retardar ou impedir a progressão da doença e diminui a necessidade de medicamentos.

Com informações de Agência Brasil

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