O alívio nas tensões no Oriente Médio estimulou os mercados nesta quarta-feira (20). O dólar comercial recuou 0,74% e encerrou cotado a R$ 5,003, enquanto o Ibovespa subiu 1,77%, para 177.355,73 pontos, na maior alta diária desde 8 de abril.
Mercado de câmbio
A divisa norte-americana chegou a tocar R$ 5,05 nas primeiras horas do pregão, mas perdeu força à medida que avançaram os sinais de progresso nas conversas entre Estados Unidos e Irã. Na semana, a moeda acumula queda de 1,27%; em maio ainda exibe ganho acima de 1%. No acumulado de 2026, a desvalorização ante o real atinge 8,85%.
Dados do Banco Central indicaram entrada líquida de US$ 3,027 bilhões no fluxo cambial da semana passada, puxada pelo canal financeiro. Entre 1.º e 15 de maio, o saldo permanece positivo em US$ 1,588 bilhão.
Bolsa brasileira
Após três sessões seguidas de baixa, o principal índice da B3 se recuperou, apoiado pela retomada do apetite global por risco e pela alta das bolsas em Nova York. O Ibovespa ultrapassou os 178 mil pontos na máxima do dia.
Papéis de mineradoras, companhias de consumo e grandes bancos lideraram os ganhos, compensando o recuo da Petrobras, pressionada pela queda do petróleo. As ações ON da estatal cederam 3,85%, e as PN, 3,23%.
Entre as maiores altas estiveram CSN Mineração (+10,29%), Cury (+8,53%) e Lojas Renner (+7,77%). Vale ON avançou 1,21%, e os quatro maiores bancos também fecharam no azul.
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Cenário externo
Declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, sugerindo que um acordo com o Irã está perto de ser fechado, somadas à retomada da navegação de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, reduziram temores sobre oferta de petróleo e inflação nos Estados Unidos.
Em Wall Street, o Nasdaq subiu 1,54% e o S&P 500 ganhou 1,08%, impulsionados pela expectativa em torno do balanço da Nvidia e pela queda dos rendimentos dos Treasuries.
Petróleo
Os preços do petróleo despencaram com a perspectiva de normalização parcial do fluxo em Ormuz. O Brent caiu 5,62%, a US$ 105,02 o barril, enquanto o WTI recuou 5,7%, para US$ 98,26. Mesmo após a forte correção, as cotações permanecem em patamar elevado e o mercado segue atento a eventuais novos conflitos na região.
Com informações de Agência Brasil





