Surto de ebola no Congo já soma 100 mortos; OMS decreta emergência internacional e EUA monitoram seis cidadãos expostos

Pelo menos 100 pessoas morreram em consequência do atual surto de ebola na República Democrática do Congo, que contabiliza mais de 390 casos suspeitos, informou Jean Kaseya, diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o episódio como emergência de saúde pública de interesse internacional. A cepa identificada pertence ao vírus Bundibugyo, para o qual ainda não existem medicamentos ou vacinas aprovadas.

Casos em Uganda e exposição de norte-americanos

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) confirmou dois casos e uma morte por ebola em Uganda, país vizinho ao Congo. Segundo a emissora CBS News, ao menos seis cidadãos norte-americanos foram expostos ao vírus no território congolês. Um deles apresenta sintomas, enquanto outros três teriam tido contato ou exposição considerada de alto risco.

Em nota, o CDC afirmou estar “auxiliando na retirada segura de um pequeno número de americanos diretamente afetados”, sem detalhar quantas pessoas serão removidas. Fontes ouvidas pelo portal STAT indicam que o grupo poderá ser levado para uma base militar dos EUA na Alemanha, informação não confirmada oficialmente.

Medidas de contenção adotadas pelos Estados Unidos

Durante entrevista coletiva no domingo (17), o CDC evitou comentar casos específicos. No dia seguinte (18), a agência declarou que o risco para o território norte-americano é baixo, mas anunciou ações preventivas:

  • monitoramento de viajantes oriundos de áreas afetadas;
  • restrição de entrada para não cidadãos dos EUA que tenham estado em Uganda, República Democrática do Congo ou Sudão do Sul nos 21 dias anteriores;
  • rastreamento de contatos em parceria com companhias aéreas;
  • ampliação da capacidade de testes e preparação de hospitais.

O governo norte-americano também emitiu alerta de viagem de nível quatro, recomendando que cidadãos evitem deslocamentos para a República Democrática do Congo.

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Imagem: Internet

Risco regional

A OMS orientou autoridades do Congo e de Uganda a manter vigilância nas fronteiras para impedir a disseminação do vírus e pediu aos demais países vizinhos que reforcem a preparação, incluindo triagem em unidades de saúde e nas comunidades. Ruanda informou que aumentará o controle fronteiriço, enquanto a Nigéria declarou estar acompanhando a situação.

Kaseya enfatizou a necessidade de cumprir as diretrizes de saúde pública, sobretudo nos funerais, em que o contato direto com corpos pode favorecer novas infecções. Entre 2014 e 2016, o maior surto já registrado infectou mais de 28,6 mil pessoas em países da África Ocidental e matou 11.325.

Com informações de Folha de S.Paulo

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